
Supertelescópio James Webb, da NASA, foi usado na nova descoberta: a “estrela de buraco negro”
Uma descoberta revolucionária feita com o telescópio espacial James Webb da NASA pode reescrever o entendimento de objetos cósmicos.
Um time internacional de cientistas, liderado por pesquisadores do MIT, identificou um corpo celeste com características nunca antes observadas, batizado provisoriamente de MoM-BH*-1 e apelidado de “estrela de buraco negro”.
As conclusões foram detalhadas em um artigo publicado na revista Nature em 12 de junho.
O objeto, visível como era aproximadamente 660 milhões de anos após o Big Bang na constelação de Cetus, apresenta um brilho vermelho intenso nas imagens do supertelescópio.
Análises espectrais revelaram duas peculiaridades notáveis: uma queda abrupta no brilho abaixo de um certo comprimento de onda, conhecida como quebra de Balmer, e a ausência quase total de elementos pesados, com a luz composta majoritariamente por hidrogênio e hélio.
Inicialmente, a equipe considerou a possibilidade de uma atmosfera estelar incomum, mas a magnitude das anomalias, especialmente a quebra de Balmer, a mais profunda já registrada, descartou essa hipótese.
As simulações indicaram que a MoM-BH*-1 emite energia 100 bilhões de vezes superior à produzida pela fusão nuclear em estrelas conhecidas. A explicação mais plausível, segundo os pesquisadores, é a presença de um buraco negro central com massa equivalente a 100 mil sóis, envolto por um gigantesco envoltório de hidrogênio com dimensões comparáveis ao nosso Sistema Solar.
Essa estrutura, que se assemelha a uma estrela mas é alimentada por um mecanismo diferente da fusão nuclear, é o que confere ao objeto seu apelido singular.

Supertelescópio James Webb, da NASA, foi usado na nova descoberta: a “estrela de buraco negro”

Supertelescópio James Webb, da NASA, foi usado na nova descoberta: a “estrela de buraco negro”
Com informações de: PORTAL-IG
