
A inteligência artificial (IA) se consolidou como um dos pilares centrais da agenda de discussões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante o encontro em Washington.
A chegada de Xi à capital americana na noite de quarta-feira (23) marca o início de um diálogo crucial, conforme destacou o próprio Trump em sua plataforma Truth Social na quinta-feira (24). Ele enfatizou a relevância da tecnologia, declarando que “quem vencer na IA, vence tudo”.
A corrida pela supremacia em IA transformou-se em um elemento estratégico nas relações entre as duas superpotências globais.
Trump tem buscado garantir que os Estados Unidos mantenham seu avanço tecnológico, preocupado com a possibilidade de a China consolidar sua liderança no setor. Washington já implementou restrições à exportação de chips de IA de ponta para a China, além de acusar empresas chinesas de acessarem indevidamente modelos americanos para replicar suas capacidades.
Pequim, por sua vez, contesta essas medidas, alegando que os EUA buscam um monopólio tecnológico.
Apesar das tensões, há espaço para cooperação. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, revelou que os EUA apresentaram uma proposta de “mecanismo de notificação” para lidar com incidentes de IA que possam representar ameaças à segurança nacional.
Paralelamente à questão da IA, a venda de armamentos americanos a Taiwan também figura como um ponto de atrito significativo. Fontes indicam que Xi Jinping pretende pressionar Trump para que os EUA suspendam o fornecimento de armas à ilha, que a China considera parte de seu território. Os Estados Unidos, por sua vez, possuem um compromisso legal de auxiliar Taiwan em sua defesa.
Autoridades da Casa Branca antecipam uma decisão de Trump em breve sobre um novo pacote de vendas de armas à ilha. A visita de Xi Jinping, que se encerra na sexta-feira (25), inclui ainda uma cerimônia de chá com Melania Trump e uma visita ao Arquivo Nacional antes do retorno a Pequim.
