Houthis reivindicam ataque contra Israel e entram na guerra após um mês

Os houthis ganharam notoriedade ao atacar embarcações no Mar Vermelho em retaliação à guerra de Israel na Faixa de Gaza, afetando uma rota por onde circulavam cerca de US$ 1 trilhão em mercadorias por ano.

O movimento Houthi, do Iêmen, reivindicou neste sábado (28/03) a autoria de um ataque com mísseis balísticos contra Israel, marcando sua primeira ação direta na guerra que os Estados Unidos e Israel realizam contra o Irã.

Os houthis afirmaram ter lançado “uma série de mísseis balísticos” contra “objetivos militares sensíveis”, em coordenação com ações do Irã e do Hezbollah. O grupo declarou que a operação foi bem-sucedida e advertiu que novos ataques ocorrerão “até que a agressão contra todas as frentes de resistência cesse”.

Segundo os houthis, a ofensiva é uma resposta aos ataques contra infraestrutura e à morte de civis em países como Líbano, Irã, Iraque e Palestina. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter detectado um míssil lançado do território iemenita em direção ao país durante a madrugada. O projétil foi direcionado à região do deserto do Negev, no sul israelense, e acabou sendo interceptado.

‘Pronto para atirar’

Em pronunciamento televisionado na sexta-feira (27/03), o porta-voz militar Yahya Sarea afirmou que as forças houthis estão “prontas para atirar” e dispostas a ampliar sua intervenção caso o conflito se intensifique. “Não permitiremos isso”, declarou.

Ele indicou que a formação de novas alianças ao lado de EUA e Israel ou o uso do Mar Vermelho para operações militares contra o Irã seriam fatores desencadeantes para uma escalada direta.

Segundo autoridades israelenses, este foi o primeiro míssil lançado do Iêmen desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Os houthis, que até então vinham se mantendo fora da guerra, já haviam alertado na véspera que poderiam se juntar às hostilidades caso os ataques contra o Irã continuassem ou novos países entrassem na ofensiva.
Houthis

Os houthis ganharam notoriedade ao atacar embarcações no Mar Vermelho em retaliação à guerra de Israel na Faixa de Gaza, afetando uma rota por onde circulavam cerca de US$ 1 trilhão em mercadorias por ano.

A possibilidade de novos ataques ou de bloqueios no estreito de Bab el-Mandeb aumenta o risco de impacto direto sobre o comércio global, já pressionado pela instabilidade no Estreito de Ormuz. O envolvimento também ameaça a necessidade de reposicionar ativos navais dos Estados Unidos, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, atualmente em manutenção em Creta.

Considerado um aliado próximo do Irã, os houthis integram o chamado “Eixo da Resistência”, ao lado de organizações como o Hezbollah no Líbano, do Hamas, em Gaza, além das forças de resistência iraquiana.

Fonte: Opera Mundi

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