
O movimento Houthi, do Iêmen, reivindicou neste sábado (28/03) a autoria de um ataque com mísseis balísticos contra Israel, marcando sua primeira ação direta na guerra que os Estados Unidos e Israel realizam contra o Irã.
Os houthis afirmaram ter lançado “uma série de mísseis balísticos” contra “objetivos militares sensíveis”, em coordenação com ações do Irã e do Hezbollah. O grupo declarou que a operação foi bem-sucedida e advertiu que novos ataques ocorrerão “até que a agressão contra todas as frentes de resistência cesse”.
‘Pronto para atirar’
Em pronunciamento televisionado na sexta-feira (27/03), o porta-voz militar Yahya Sarea afirmou que as forças houthis estão “prontas para atirar” e dispostas a ampliar sua intervenção caso o conflito se intensifique. “Não permitiremos isso”, declarou.
Ele indicou que a formação de novas alianças ao lado de EUA e Israel ou o uso do Mar Vermelho para operações militares contra o Irã seriam fatores desencadeantes para uma escalada direta.
Os houthis ganharam notoriedade ao atacar embarcações no Mar Vermelho em retaliação à guerra de Israel na Faixa de Gaza, afetando uma rota por onde circulavam cerca de US$ 1 trilhão em mercadorias por ano.
A possibilidade de novos ataques ou de bloqueios no estreito de Bab el-Mandeb aumenta o risco de impacto direto sobre o comércio global, já pressionado pela instabilidade no Estreito de Ormuz. O envolvimento também ameaça a necessidade de reposicionar ativos navais dos Estados Unidos, como o porta-aviões USS Gerald R. Ford, atualmente em manutenção em Creta.
Considerado um aliado próximo do Irã, os houthis integram o chamado “Eixo da Resistência”, ao lado de organizações como o Hezbollah no Líbano, do Hamas, em Gaza, além das forças de resistência iraquiana.
Fonte: Opera Mundi

