Fossa Japonesa: Profundidade do Everest e Potencial para Tsunami Gigante

Reprodução/Wikimedia Commons
Fossa tão profunda quanto o Everest pode gerar tsunami de 38 metros

Cientistas investigam uma imensa fossa submarina próxima ao Japão, cuja profundidade rivaliza com a do Monte Everest. A estrutura geológica, localizada em uma zona de subducção, é de particular interesse devido ao seu potencial para gerar sismos de grande magnitude e tsunamis catastróficos.

Em áreas como essa, placas tectônicas podem ficar engatadas por longos períodos, acumulando imensa tensão que, ao ser liberada, pode causar violentos deslocamentos do leito marinho e, consequentemente, ondas gigantescas.

A Fossa do Japão já esteve ligada ao devastador terremoto de Tohoku, em 11 de março de 2011. Na ocasião, a falha superficial deslizou entre 50 e 70 metros, contribuindo para a formação de um tsunami com ondas que ultrapassaram os 38 metros de altura em alguns pontos.

As perfurações na fossa revelaram profundidades que chegam a mais de 8 mil metros, comparável à altitude do Everest, como se a montanha estivesse invertida no fundo do oceano, marcando a intensa atividade tectônica da região.

Pesquisas recentes, publicadas na revista Science em 2025, destacaram a presença de uma fina camada de argila escorregadia no limite das placas tectônicas. Essa argila, descrita como “extremamente concentrada e extremamente frágil”, pode facilitar a propagação de rupturas, aumentando o risco de grandes deslocamentos do fundo do mar e a geração de tsunamis.

Apesar dessas descobertas, o Comitê Japonês de Pesquisa de Terremotos estima a probabilidade de um novo terremoto de magnitude 9 na Fossa do Japão nos próximos 30 anos como praticamente nula, em virtude do grande evento de 2011.

No entanto, as projeções para outros tipos de sismos são mais preocupantes: um tremor de magnitude 7,4 na costa de Miyagi tem entre 80% e 90% de chance de ocorrer nos próximos 30 anos, enquanto um sismo de magnitude 7,9 nas costas de Aomori e norte de Iwate tem entre 20% e 40% de probabilidade no mesmo período.

Com informações de: PORTAL-IG

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA