
Após um primeiro turno acirrado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência, registrou uma expressiva vantagem em arrecadação de pessoas físicas em comparação com seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que, até a semana passada, Bolsonaro recebeu um montante 175 vezes superior ao de Lula em doações individuais desde o início do segundo turno.
O filho do atual presidente acumula R$ 2,55 milhões em contribuições de pessoas físicas para sua campanha presidencial neste segundo turno. Em contrapartida, o candidato petista, que busca a reeleição, obteve apenas R$ 14,5 mil de doadores individuais.
A disputa eleitoral se intensifica após Flávio Bolsonaro ter encerrado o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos, em um cenário onde um candidato que lidera a primeira etapa nunca perdeu a eleição presidencial no Brasil.
O expressivo valor arrecadado por Flávio Bolsonaro neste segundo turno foi impulsionado por três doações substanciais de empresários. Angela Cristina Cattozatto Fortunato, esposa do CEO do Grupo Oswaldo Cruz Química (OCQ), Francisco Fortunato, realizou uma transferência de R$ 1 milhão.
Outro repasse significativo, no valor de R$ 500 mil, veio de Claudio Nudelman Goldsztein, empresário do setor imobiliário de Porto Alegre e ex-coordenador do Movimento Vem pra Rua no Rio Grande do Sul. Completando as grandes doações, os irmãos Rogério e Aluizio Merlin Ribeiro, sócios em empresas do agronegócio com foco em soja, contribuíram cada um com R$ 250 mil, totalizando R$ 500 mil.
É importante notar que Goldsztein e Fortunato realizaram suas primeiras doações eleitorais em 2026, enquanto os irmãos Merlin Ribeiro já haviam apoiado outras 20 candidaturas, incluindo as de Marcel Van Hattem e Sanderson, ambos eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul.
Com informações de: R-7
