Flávio Bolsonaro convida líder estrangeiro para posse hipotética em 2027

Em vídeo, candidato do PL chama presidente da Colômbia para cerimônia, mas ele diz que não virá

O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), demonstrou forte otimismo em relação ao resultado eleitoral de 25 de outubro, chegando a estender convites a autoridades internacionais para uma “hipotética posse” em janeiro de 2027. Em um vídeo divulgado na quarta-feira (7), ainda antes do segundo turno, Bolsonaro dirigiu um convite explícito ao presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para que compareça à cerimônia no Palácio do Planalto.

“Não vejo a hora de começar a trabalhar junto com o senhor como presidente do Brasil e quero lhe convidar para minha posse como presidente, que vai ser no dia 6 de janeiro”, declarou Flávio Bolsonaro, mencionando uma data ligeiramente posterior à oficial de 5 de janeiro de 2027, estabelecida pela nova legislação para a posse presidencial. Ele reforçou o convite com um “‘Save the date’. Salve a data, por favor, presidente”.

Flávio Bolsonaro obteve a liderança em votos válidos no primeiro turno, superando o atual presidente Lula por 47% a 45%. Durante a apuração, ele recebeu um apoio público de Espriella, que anteriormente havia se reunido com Flávio e Eduardo Bolsonaro em maio, durante a campanha eleitoral colombiana.

A liderança de Flávio Bolsonaro foi celebrada por outras figuras políticas de direita na América Latina, como o presidente argentino Javier Milei, e por governantes alinhados internacionalmente, como o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. A gravação da conversa com Espriella foi publicada no canal do YouTube de Eduardo Bolsonaro e também pela TV Celular Flávio Bolsonaro, indicando ter ocorrido após o primeiro turno.

Eduardo Bolsonaro tem atuado como um articulador de apoio internacional para o irmão, com a ambição de assumir o Ministério das Relações Exteriores caso retorne ao Brasil. As discussões giram em torno do combate ao narcotráfico e à classificação de facções criminosas como organizações terroristas, uma medida adotada pelos EUA que divergiu da posição do governo Lula.

Flávio Bolsonaro também prometeu integrar o Brasil ao “Escudo das Américas”, uma iniciativa de Donald Trump que Espriella recentemente adotou. No entanto, o presidente colombiano informou que tem um compromisso de permanência em seu país durante os quatro anos de mandato, após derrotar a esquerda.

Ele propôs a Flávio Bolsonaro uma visita bilateral para estreitar laços e combater o narcotráfico e a insegurança. Espriella descreveu o ex-presidente Jair Bolsonaro como uma “inspiração” e a disputa eleitoral como uma “guerra espiritual”, ao passo que Flávio Bolsonaro expressou o desejo de ser um “presidente cristão”.

Abelardo de la Espriella é o segundo presidente de direita da América do Sul a se envolver diretamente na campanha da oposição a Lula, após Javier Milei. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva demonstra desconfiança em relação a essa postura, embora acredite que outros líderes regionais não se posicionarão favoravelmente a Flávio Bolsonaro, apesar de afinidades ideológicas.

Com informações de: Do R7, com Estadão Conteúdo

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