
Christa Pike, condenada à morte e que sobreviveu a uma tentativa de execução no Tennessee, encontra-se em condição crítica, conforme informado por seu advogado nesta quinta-feira (1º).
Randy Spivey relatou que a detenta, de 50 anos, está recebendo cuidados médicos intensivos para preservar sua vida após duas injeções letais terem falhado na noite de quarta-feira (30), levando à sua transferência para um hospital. Esta marca a segunda execução malsucedida na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend neste ano.
Pike foi sentenciada à pena capital na década de 1990 pelo assassinato de Colleen Slemmer, crime cometido quando a condenada tinha apenas 18 anos.
Os advogados de Pike, que têm defendido a comutação de sua pena para prisão perpétua, descreveram a tentativa de execução como uma “tortura química” e expressaram preocupação com a falta de informações detalhadas sobre seu estado de saúde atual.
O governador do Tennessee, Bill Lee, que havia negado o pedido de clemência de Pike, determinou a suspensão das execuções no estado até o final do ano e o início de uma investigação independente sobre o incidente.
O Tennessee implementou em 2024 um protocolo de injeção letal com uma única substância, o pentobarbital. Contudo, segundo documentos judiciais apresentados pela defesa, foram utilizadas duas seringas em Pike, causando-lhe “agonia desnecessária” sem resultar na morte.
A porta-voz do Departamento de Correções, Kayla Hackney, não comentou o estado de saúde da detenta, que seria a primeira mulher executada pelo Tennessee em mais de dois séculos. O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou o ocorrido, classificando-o como “abominável e cruel”, e reiterou o apelo para que os EUA sigam a tendência global de abolir a pena de morte.
Com informações de: R-7
