Execução de Nidal Hasan por fuzilamento será transmitida ao vivo nos EUA

Nidal Hasan em foto obtida pela Reuters em 29 de junho de 2012 • Reuters

O governo americano planeja transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército condenado pelo massacre em Fort Hood em 2009. A data marcada para o fuzilamento é 3 de dezembro, na mesma base militar onde o ataque ocorreu, resultando na morte de 13 pessoas e deixando 32 feridas.

A confirmação da transmissão pela rede social X veio do secretário de Defesa, Pete Hegseth, a pedido do presidente Donald Trump. Caso se concretize, será um marco inédito nos Estados Unidos, representando a primeira execução transmitida ao vivo.

A possibilidade de transmitir execuções publicamente, embora não haja uma proibição legal explícita, levanta debates jurídicos e éticos. Eugene Fidell, especialista em direito militar da Faculdade de Direito de Yale, descreve a iniciativa como um retrocesso, comparando-a a práticas de séculos atrás que foram gradualmente abandonadas.

A última execução pública autorizada nos EUA data de 1936. O Conselho de Direitos Humanos da ONU considera tais eventos uma afronta à dignidade humana, embora os EUA não sejam signatários do pacto em questão.

Nidal Hasan, hoje com 56 anos, era major e psiquiatra do Exército quando perpetrou o ataque em Fort Hood. Condenado à morte por um tribunal militar em 2013, ele ficou parcialmente paralisado após ser baleado pela polícia e utiliza cadeira de rodas. Embora possa recorrer judicialmente, o que poderia adiar o processo, fontes indicam que Hasan não demonstrou interesse em evitar a pena capital.

Se a execução ocorrer, ele será a primeira pessoa a ser fuzilada pelas Forças Armadas americanas desde 1945, em um contexto de intensos debates sobre a pena de morte no país, acentuados por incidentes recentes como a tentativa frustrada de execução de Christa Pike no Tennessee.

Com informações de: Reuters

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