Uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra instalações de grupos apoiados pelo Irã no Iraque resultou na morte de pelo menos 20 pessoas e deixou outras 32 feridas.
A informação foi divulgada pelas Forças de Mobilização Popular (FMP), que apontaram que os ataques, ocorridos nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, danificaram quartéis, veículos e equipamentos militares.
Em resposta aos bombardeios, que segundo a FMP incluíram sete ataques aéreos na província de Nínive por volta das 3h20 locais, o primeiro-ministro iraquiano, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Ministerial de Segurança Nacional.
Os Estados Unidos, através do Comando Central (CENTCOM), confirmaram a ação, declarando que os alvos eram grupos alinhados ao Irã, acusados de atacar tropas americanas e instalações energéticas sauditas sob orientação da Guarda Revolucionária Islâmica.
O Ministério da Defesa saudita também ratificou a participação, afirmando que o reino responderá a novas agressões, mas sem intenção de ampliar o conflito.
A ofensiva marca a retomada de ações militares americanas na região após uma interrupção recente, em um cenário de crescentes tensões no Estreito de Ormuz, agravadas pela rejeição iraniana a uma proposta de Omã para a gestão da área.
O Irã informou ter realizado ataques contra embarcações no estreito e bases americanas na Jordânia, enquanto o preço do petróleo voltou a subir em meio à escalada militar e às dificuldades diplomáticas.
A participação saudita nesta operação conjunta é inédita e amplia o alcance regional da crise, colocando o governo iraquiano em uma posição delicada, com relações diplomáticas e militares com ambos os lados.

Com informações de: portalintegração
