
A Justiça do Piauí confirmou que o empresário Eliésio Marinho da Silva será julgado pelo Tribunal do Júri sob a acusação de ter assassinado sua esposa, Kamila Carvalho do Nascimento.
A decisão desconsiderou os recursos apresentados pela defesa, que contestava a validade das provas e a existência de indícios suficientes para a autoria do crime.
Os advogados de Eliésio argumentaram que as provas testemunhais não esclareciam os fatos, uma vez que apenas o réu, a vítima e a filha menor do casal estavam presentes no momento do ocorrido, sem testemunhas oculares diretas. No entanto, a decisão judicial destacou elementos importantes, como o histórico de conflitos conjugais com episódios de violência doméstica e o fato de Eliésio ter sido a última pessoa vista com Kamila. O empresário responde por feminicídio, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo.
Kamila, de 22 anos, foi encontrada morta em seu quarto no bairro Aeroporto, em Teresina, em 20 de outubro de 2023, com uma faca próxima ao corpo e uma arma em sua mão. Inicialmente, Eliésio alegou que sua esposa havia cometido suicídio, chegando a conceder entrevistas onde mencionou uma discussão e a presença da arma em casa para sua segurança.
Contudo, investigações posteriores descartaram a hipótese de suicídio, indicando a ausência de pólvora nas mãos da vítima, distância incompatível do disparo e manipulação da cena do crime. Eliésio foi preso três dias após a morte de Kamila, mas obteve liberdade provisória em janeiro de 2024.
Em julho de 2025, ele foi novamente detido durante uma operação policial por suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, utilizando sua concessionária de carros de luxo como fachada. Em junho de 2026, o empresário foi formalmente pronunciado para júri popular, recurso negado posteriormente pela Justiça.
Com informações de: Meionews
