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Warner deve rejeitar nova oferta da Paramount, diz agência

A Paramount apresentou um total de seis propostas para adquirir todo o estúdio Warner Bros, inclusive suas redes de televisão | Reprodução/Reuters

A Warner Bros. Discovery deve rejeitar novamente uma proposta de aquisição avaliada em US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance, mesmo após a inclusão de uma garantia pessoal do bilionário Larry Ellison para reforçar o financiamento da operação.

A decisão ainda não foi formalizada, mas integrantes do conselho da Warner indicam que a oferta não atende às expectativas da companhia. Uma reunião está prevista para a próxima semana, quando o tema deve voltar à pauta de forma definitiva.

Entre os principais pontos de resistência está o fato de a Paramount não ter elevado o valor da proposta, considerada menos atrativa do que outra alternativa já aceita pela Warner. Apesar de envolver cifras menores, essa proposta concorrente apresenta um modelo de financiamento considerado mais sólido e com menor risco de execução.

Em discussões anteriores, o conselho da Warner já havia recomendado que acionistas rejeitassem a oferta da Paramount, que envolve a aquisição integral da empresa, incluindo os ativos de televisão por assinatura. Na avaliação da companhia, persistem dúvidas sobre a segurança do financiamento e a capacidade da compradora de concluir a transação nos termos propostos.

A Paramount sustenta que sua proposta é mais resiliente às oscilações do mercado e tenta mobilizar apoio público para a aquisição. Na versão mais recente da oferta, foi apresentada uma garantia pessoal de Larry Ellison para assegurar parte significativa dos recursos necessários, incluindo capital próprio e outros compromissos financeiros.

A Warner, por sua vez, argumenta que a proposta rival é mais vantajosa por envolver menor endividamento e um plano financeiro mais claro. A empresa também avalia que a Paramount enfrenta desafios financeiros relevantes e prevê novos cortes de pessoal, o que aumentaria os riscos do negócio.

A disputa ocorre em meio a um momento de forte reorganização do setor de mídia e entretenimento, com grandes conglomerados buscando fusões, vendas de ativos e reestruturações para enfrentar a pressão do mercado de streaming e a queda das receitas tradicionais.

Até o momento, nenhuma das empresas comentou oficialmente sobre os próximos passos da negociação.

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