
Procurado pela Justiça
Um novo mandado de citação foi emitido pela 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro para localizar o apresentador Ratinho no âmbito de um processo por danos morais do cantor Chico Buarque. A determinação judicial surge em resposta a diversas tentativas sem sucesso de encontrar o comunicador. O objetivo da medida é garantir que ele seja formalmente notificado sobre uma decisão ligada a comentários proferidos em setembro, durante uma transmissão na rádio Massa FM.
O compositor move a ação contra Ratinho, o youtuber Thiago Asmar e Samantha Cavalca, suplente de vereadora. O artista argumenta que, durante o programa radiofônico, o apresentador vinculou sua presença em um manifesto político contra a “PEC da Blindagem” a um suposto recebimento de verbas da Lei Rouanet e benefícios de governos do PT. As acusações foram prontamente rechaçadas pelo músico. Em outubro, o magistrado Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres ordenou que os acusados apresentassem provas do que disseram ou fizessem uma retratação pública nos mesmos veículos de comunicação, no intervalo de cinco dias.
A sentença previa ainda que ignorar a ordem poderia resultar em crime de desobediência, inclusive com risco de prisão em flagrante para os envolvidos. Na petição, Chico Buarque solicita o pagamento de uma indenização no valor de R$ 50 mil de cada um dos processados.
A notificação oficial de Ratinho tem enfrentado barreiras logísticas recorrentes desde o início do processo. Conforme a coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, os registros da movimentação judicial, foram enviadas cartas precatórias para Curitiba e realizadas buscas em endereços físicos ligados ao apresentador, mas nenhuma dessas ações permitiu a citação efetiva. Diante desse cenário, a assessoria jurídica do cantor protocolou, em novembro, um requerimento para que a comunicação fosse feita via WhatsApp ou diretamente nos estúdios do “SBT” em Osasco, onde ocorrem as gravações de seu programa de TV.
A nova tentativa de citação foi despachada após o fracasso das diligências anteriores. O procedimento busca assegurar que Ratinho tenha a oportunidade de se defender nos autos, comprovando as denúncias sobre a Lei Rouanet ou realizando a devida retratação pública conforme estipulado pelo juiz. O caso continua em andamento no Rio de Janeiro enquanto o tribunal aguarda o cumprimento das determinações expedidas.






