
A divulgação de novos documentos do caso Jeffrey Epstein voltou a expor o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em denúncias relacionadas ao esquema de exploração sexual atribuído ao bilionário morto em 2019. O nome de Trump aparece de forma recorrente em milhares de registros tornados públicos pelo Departamento de Justiça norte-americano.
Entre os arquivos estão relatórios do FBI que reúnem denúncias recebidas por telefone ao longo de décadas. Uma delas descreve um episódio em que uma adolescente, então com 13 ou 14 anos, teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump. O relato integra os registros oficiais analisados pelas autoridades e reforça o histórico de acusações que cercam figuras próximas a Epstein.
A presença repetida do nome do presidente nos documentos reacende questionamentos sobre o grau de envolvimento de líderes políticos e empresários com o círculo de Epstein, acusado de chefiar uma rede internacional de tráfico sexual e exploração de menores. O financista morreu dentro da prisão enquanto aguardava julgamento, em um caso que nunca chegou a ser plenamente esclarecido.
Trump nega qualquer participação nos crimes atribuídos a Epstein, mas as novas revelações ampliam a pressão política e pública sobre o presidente, especialmente diante do volume de menções e da gravidade das denúncias registradas nos arquivos oficiais. O caso volta ao centro do debate em meio a críticas sobre impunidade e proteção a figuras poderosas.
Os documentos fazem parte de um conjunto superior a 180 mil arquivos divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos. O material cita empresários, membros da realeza, políticos e personalidades influentes, evidenciando a dimensão do esquema e o alcance das relações mantidas por Epstein ao longo de anos.
Entre os nomes mencionados está o fundador da Microsoft, Bill Gates. Mensagens incluídas nos arquivos sugerem que ele teria omitido da então esposa o diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível após se envolver com mulheres russas. Gates rejeitou as acusações e afirmou que elas não correspondem à realidade.
Outro bilionário citado é Elon Musk, que aparece em trocas de mensagens sobre possíveis viagens a uma das ilhas de Epstein. O empresário afirma que recebeu o convite, mas que não aceitou participar.
As imagens divulgadas também reacenderam o escândalo envolvendo o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. Fotos mostram o britânico em situação íntima com uma mulher, episódio que contribuiu para a perda de seus títulos reais. Após a divulgação do novo material, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que Andrew deve prestar depoimento às autoridades americanas.
A liberação dos documentos reforça críticas sobre a lentidão da Justiça e a dificuldade de responsabilização de figuras influentes citadas no caso Epstein, um dos maiores escândalos sexuais envolvendo elites políticas e econômicas nas últimas décadas.






