
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende criar um programa de transferência direta de renda voltado a famílias de baixa e média renda. A proposta foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social, plataforma utilizada pelo presidente norte-americano.
De acordo com Trump, o plano prevê o pagamento de um “dividendo” de pelo menos US$ 2 mil por pessoa, excluindo cidadãos de alta renda. O presidente, no entanto, não informou detalhes sobre a periodicidade dos repasses nem a data prevista para o início dos pagamentos.
O anúncio ocorre em um momento de baixa popularidade do governo. Pesquisa recente do instituto SSRS aponta que 37% dos norte-americanos aprovam a atual gestão, o índice mais baixo do segundo mandato de Trump. Ao longo de 2025, a aprovação vinha oscilando entre 41% e 48%.
O país também enfrenta um cenário de instabilidade política e econômica devido à paralisação das atividades do governo federal desde o início de outubro. A situação, conhecida como shutdown, decorre da falta de acordo no Congresso para a aprovação do orçamento de 2026 e já é a 15ª paralisação do tipo desde 1981.
O modelo proposto por Trump é semelhante ao Bolsa Família, programa social brasileiro criado em 2003 durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de combater a pobreza e a desigualdade. O programa brasileiro beneficia famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e exige contrapartidas, como a manutenção de crianças na escola e a atualização da carteira de vacinação.
Lula e Trump se reuniram pela primeira vez em 26 de outubro, durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada na Malásia. O encontro marcou o início da reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos e abriu negociações sobre a redução de tarifas impostas a produtos brasileiros.







