
Tropas do Paquistão e do Afeganistão entraram em confronto em diversos pontos ao longo da extensa fronteira entre os dois países nesta terça-feira (3), enquanto a missão das Nações Unidas no Afeganistão confirmou a morte de 42 civis desde o início do conflito, que já dura seis dias.
Os combates representam a escalada mais intensa na região nos últimos anos, após ataques aéreos paquistaneses contra cidades afegãs na semana passada. Islamabad afirma que o governo Talibã abriga militantes responsáveis por ataques contra o Paquistão, acusação negada pelo Talibã.
Segundo o ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, ataques aéreos atingiram a base de Bagram, ao norte de Cabul, um importante centro militar durante os 20 anos de presença norte-americana no Afeganistão. As autoridades paquistanesas afirmam que as ações tinham como alvo munições e equipamentos utilizados por militantes e tropas talibãs ao longo da fronteira.
Autoridades afegãs informaram que as defesas antiaéreas conseguiram repelir o ataque à base de Bagram. Entretanto, uma fonte de segurança do Paquistão indicou que novas ofensivas continuarão até que o governo afegão adote medidas efetivas para impedir que militantes utilizem seu território. Caso não haja mudanças, líderes do Talibã podem se tornar alvos diretos das ações paquistanesas.
O conflito aumenta temores de instabilidade na região, que já enfrenta tensões envolvendo ataques de potências internacionais, tornando o cenário cada vez mais volátil para civis e forças militares locais.