
O terceiro dia da COP30, realizado nesta quarta-feira (12) em Belém (PA), tem como eixo central uma transição climática centrada nas pessoas. A programação reúne debates e lançamentos voltados a temas como trabalho, educação, cultura, justiça social, direitos humanos e integridade da informação.
Logo no início da manhã, foi apresentada a Iniciativa Global sobre Empregos e Capacitação para a Nova Economia, que propõe integrar a geração de empregos sustentáveis e programas de qualificação aos planos nacionais de transição verde. A ação busca aproximar governos, empresas e sociedade civil na construção de políticas econômicas mais inclusivas e ambientalmente responsáveis.
Outro destaque foi o workshop sobre integridade da informação climática, que discutiu estratégias para combater a desinformação e fortalecer a comunicação científica sobre as mudanças do clima. O encontro reuniu especialistas, representantes de governos e organizações internacionais para debater políticas de transparência e ética na divulgação de dados ambientais.
Durante a manhã, a mesa-redonda “Adaptação Indígena” trouxe lideranças de povos originários, representantes de organismos multilaterais e autoridades públicas para discutir o papel das comunidades tradicionais na proteção do meio ambiente e os desafios de acesso a financiamentos diretos para ações de adaptação climática.
No período da tarde, o evento destaca o lançamento do Plano para Acelerar Soluções Sustentáveis e da Declaração Ministerial sobre Compras Públicas Sustentáveis, que propõe o uso do poder de compra do Estado como instrumento de estímulo à economia verde e à transição justa.
A programação segue com a Cúpula de Investidores Institucionais, que reúne líderes empresariais e financeiros para alinhar investimentos às metas de redução de emissões e sustentabilidade global.
Encerrando o dia, o painel “Narrativas e Contação de Histórias para Enfrentar a Crise Climática” discute o papel da arte e da cultura na mobilização ambiental. Entre os participantes estão artistas, representantes de governos e lideranças indígenas, que ressaltam como a cultura pode ser uma ferramenta poderosa de conscientização e transformação.






