
O motorista por aplicativo William Pinheiro Moura, de 31 anos, usou as redes sociais para desmentir informações falsas que o ligavam a um dos presos durante a chacina nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que já deixou mais de 120 mortos.
Natural de Piripá, no sudoeste da Bahia, e morador de Vitória da Conquista, William contou que foi surpreendido ao ver reportagens e publicações nas redes sociais o identificando como integrante do Comando Vermelho. Segundo ele, a imagem usada nas publicações foi retirada de sua carteira de habilitação, mas ele afirma desconhecer como o documento foi acessado.
“Sem chão”
“Fiquei sem chão! Sou trabalhador. Nunca estive no Rio de Janeiro e, de repente, me vi sendo acusado de algo que nunca fiz. Estou com muito medo. Desde o ocorrido, não saio de casa”, declara Wiliam. “O fato é que a circulação da imagem dele associada à facção criminosa, sugere risco à integridade, inclusive à vida”, diz o advogado de Wiliam, Sadraque José Serafim Ribeiro.
Em um vídeo publicado em seu perfil, William reafirmou ser trabalhador e negou qualquer envolvimento com o crime.
“As informações que estão sendo divulgadas sobre mim são falsas. Estão dizendo que eu fui preso no Rio de Janeiro, mas eu nunca fui preso, nunca fui investigado. Estou em Vitória da Conquista, em liberdade. Todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas”, declarou.






