
As autoridades suíças continuam investigando a causa do incêndio que devastou um bar em Crans-Montana, uma popular estação de esqui, na noite de quinta-feira (1º), e que deixou ao menos 40 mortos e mais de 100 feridos. Testemunhas relataram que as chamas teriam se iniciado a partir de velas apoiadas sobre garrafas de champanhe, que atingiram o teto do estabelecimento, mas a investigação ainda apura a versão oficial.
O incidente chocou moradores e turistas. Muitos conheciam as vítimas ou frequentavam o bar regularmente, e expressaram surpresa e tristeza pelo ocorrido. Durante a noite, centenas de pessoas se reuniram silenciosamente nas proximidades do local, deixando flores e acendendo velas em um altar improvisado, em homenagem às vítimas.
“Você acha que está seguro aqui, mas isso pode acontecer em qualquer lugar. Eles eram pessoas como nós”, afirmou Piermarco Pani, 18 anos, que conhecia bem o bar.
De acordo com relatos, as chamas se espalharam rapidamente, impedindo que muitas pessoas escapassem. Sobreviventes relataram queimaduras e momentos de desespero. Entre eles, Elisa Sousa, 17 anos, disse ter evitado estar no local por estar com a família, refletindo sobre a sorte de ter escapado da tragédia.
Vítimas e esforços de identificação
As autoridades suíças trabalham para identificar todas as vítimas. O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Feraud, afirmou que o processo pode levar dias, e especialistas utilizam exames dentários e de DNA para confirmar a identidade dos mortos.
“Todo esse trabalho precisa ser feito porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser comunicado às famílias sem absoluta certeza”, declarou Mathias Reynard, chefe de governo do cantão de Valais.
Famílias de jovens desaparecidos aguardam notícias, enquanto embaixadas estrangeiras verificam se seus cidadãos estavam no local. Entre os países citados estão Itália, França e Austrália. Segundo estimativas das autoridades suíças, cerca de 40 pessoas morreram, embora a Itália tenha registrado 47 vítimas com base em informações oficiais. A maioria dos feridos já foi identificada, mas algumas pessoas ainda permanecem desaparecidas ou hospitalizadas.
O governo suíço decretou luto oficial e ordenou que a bandeira nacional seja hasteada a meio mastro por cinco dias como homenagem às vítimas.
O incêndio em Crans-Montana é considerado uma das piores tragédias recentes da Suíça, e o caso reforça a necessidade de cautela em locais de grande concentração de público.






