
O transporte público em Teresina, capital do Piauí, enfrenta desafios significativos, mas apresenta sinais de recuperação e projetos para modernização. Segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE, mais de 81% dos moradores do estado levam até 30 minutos para chegar ao trabalho. Na capital, 41,88% dos trabalhadores gastam entre 15 e 30 minutos no trajeto, enquanto 23,04% levam de 6 a 15 minutos, reflexo do tamanho da cidade e do aumento da mobilidade urbana.
De acordo com Adriano Barreto, diretor de Transporte Público da capital, a frota de ônibus passou por uma reestruturação nos últimos anos. “Quando assumimos, tínhamos 140 veículos, nem todos em operação. Conseguimos ampliar a frota para 185 veículos ativos, com reserva para eventuais quebras”, explicou.
Apesar do aumento da frota e de melhorias no serviço, o sistema ainda enfrenta déficit. Em 2019 e 2020, cerca de 5 milhões de passageiros utilizavam o transporte público. Atualmente, esse número caiu para aproximadamente 2,2 a 2,3 milhões, evidenciando a necessidade de investimentos contínuos. O subsídio municipal ao transporte também aumentou neste ano, de R$ 4,7 milhões para R$ 6 milhões, mas Barreto ressalta que a melhoria efetiva depende da aplicação estratégica de recursos.
Entre as ações em andamento, está o estudo para viabilizar ônibus elétricos e a contratação de uma consultoria para desenvolver uma nova parametrização do sistema, que inclui revisão das linhas, criação de novos terminais e integração com o transporte metropolitano, incluindo o metrô. O plano de mobilidade prevê a ampliação do sistema para a região da Grande Teresina, abrangendo cidades vizinhas como Timon, e deve ser apresentado à Prefeitura até novembro deste ano.
“Com base nesse planejamento, acreditamos que em 2026 o transporte público será significativamente mais eficiente. A inclusão de recursos e a integração com o transporte metropolitano vão reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a experiência do usuário”, destacou Barreto.
Atualmente, Teresina ainda enfrenta desafios como déficit de funcionários, baixa utilização do transporte e necessidade de modernização da frota. A implementação do novo plano de mobilidade e os investimentos previstos em ônibus elétricos e terminais devem contribuir para que a população tenha deslocamentos mais rápidos, seguros e confortáveis nos próximos anos.






