
Após seis meses afastada das funções parlamentares, a vereadora Tatiana Medeiros obteve decisão favorável da Justiça Eleitoral que revoga sua prisão domiciliar. O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) autorizou, nesta sexta-feira (10), que ela retome o mandato na Câmara Municipal de Teresina a partir da próxima segunda-feira (13). A liberdade, no entanto, será acompanhada de medidas cautelares rigorosas.
Tatiana havia sido presa em 3 de abril de 2025, em cumprimento a mandado de prisão preventiva. A Polícia Federal acusa a parlamentar de ter recebido recursos de uma facção criminosa para financiar sua campanha eleitoral em 2024, ano em que foi eleita vereadora. Em junho, ela foi transferida para prisão domiciliar devido a problemas de saúde.
Na decisão que garante a revogação, o juiz José Maria de Araújo Costa considerou que a manutenção da prisão representava “constrangimento ilegal”, destacando dúvidas sobre a validade das provas que embasaram a medida preventiva. “A paciente já se encontra em segregação há mais de seis meses e, no atual estágio, há dúvida quanto à licitude das provas que embasaram sua prisão”, afirmou o magistrado.
Com a nova determinação, o processo continua suspenso temporariamente, mas Tatiana deverá seguir condições impostas pelo TRE-PI por um período de 90 dias:
- Uso restrito da internet: poderá utilizar apenas um dispositivo eletrônico (celular ou computador), limitado a sites institucionais, sistemas legislativos e redes sociais oficiais;
- Proibição de contato: está impedida de manter qualquer tipo de comunicação com outros investigados, testemunhas ou servidores públicos ligados ao caso.
Caso descumpra as determinações, a vereadora poderá ter a liberdade revogada e voltar à prisão.
Até o fechamento desta reportagem, a Câmara Municipal de Teresina ainda não havia recebido notificação oficial sobre o retorno da parlamentar.






