
Professores de uma escola municipal de Teresina denunciam a superlotação de salas de aula, problema que se arrasta desde o ano passado e vem comprometendo a qualidade do ensino. Uma professora da unidade, que pediu para não ser identificada por receio de retaliações, gravou um vídeo relatando as dificuldades enfrentadas no dia a dia da escola.
Segundo a docente, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) informou que buscaria uma solução junto à gestão da unidade, mas, até o momento, nenhuma medida efetiva foi adotada. A professora afirma que já levou a situação ao Ministério Público, sem que tenha havido mudanças até agora.
Proposta de junção de turmas gera apreensão
Recentemente, a Semec propôs a junção de turmas do 8º ano, mesmo com o 6º A do turno da manhã já operando acima da capacidade, com 37 alunos. Para a professora, a medida não resolve o problema e tende a agravar a sobrecarga tanto para estudantes quanto para educadores.
Ela alerta ainda que, caso a reorganização seja implementada, alguns profissionais podem ficar sem lotação fixa e passar a atuar em até três escolas diferentes, realidade que já atinge parte dos docentes da rede municipal. “Essa reorganização não resolve a superlotação e ainda aumenta a pressão sobre os professores. Estamos falando de qualidade de ensino e de condições de trabalho”, relatou.
Receio de retaliações e falta de resposta
A professora solicitou que o relato fosse divulgado junto ao vídeo gravado por ela, mas sem a identificação nominal, por temer possíveis retaliações. Segundo a docente, a situação de superlotação não se restringe à sua escola e se repete em outras unidades da rede municipal.
O Portal Atualize entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para solicitar esclarecimentos sobre o caso, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.




