
A edição mais recente do Super Bowl contou com um marco inédito. O comando do espetáculo do intervalo ficou a cargo de um artista latino, o porto-riquenho Bad Bunny, que utilizou o palco para destacar elementos culturais e identitários ligados aos países das Américas.
Realizado no Levi’s Stadium, na Califórnia, o show apresentou uma proposta visual baseada em referências urbanas e tradições latino-americanas. Ao longo de cerca de 13 minutos, o cantor apostou em coreografias e cenários que misturaram diferentes ritmos populares da região.
O repertório percorreu sucessos de várias fases da carreira do artista, reunindo músicas recentes e faixas já conhecidas do público. Canções como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola”, “Safaera”, “El Apagón” e “DTMF”, do álbum Debí Tirar Más Fotos, estiveram entre os destaques da apresentação.
Um dos momentos que gerou repercussão envolveu a participação de uma criança inserida na narrativa do espetáculo, que recebeu simbolicamente um dos troféus do cantor. A cena chamou atenção nas redes sociais, mas foi posteriormente esclarecido que se tratava de um ator mirim, parte da encenação artística.
A apresentação também contou com participações especiais que reforçaram o diálogo cultural proposto pelo show. Lady Gaga surgiu em um número com influência de ritmos latinos, enquanto o cantor Ricky Martin interpretou uma canção com temática ligada à história e à identidade de territórios associados aos Estados Unidos.
No encerramento, Bad Bunny reforçou uma mensagem de união continental. Cercado por bandeiras de diferentes países, o artista destacou a diversidade que compõe a América e finalizou a performance com um discurso voltado à valorização da identidade coletiva.
A passagem de Bad Bunny pelo Super Bowl ficou marcada não apenas pelo ineditismo, mas também pela combinação de entretenimento, representatividade cultural e posicionamento simbólico em um dos eventos de maior audiência do mundo.






