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SINTE-PI questiona reajuste anunciado pelo Governo e cobra desachatamento da carreira

Reajuste anunciado pelo Governo do Piauí gera questionamentos entre profissionais da educação.

O reajuste salarial anunciado pelo Governo do Estado do Piauí voltou a gerar questionamentos entre os profissionais da educação. A categoria reconhece a importância do percentual divulgado, mas afirma que ele não contempla todos os pontos debatidos na mesa de negociação permanente e cobra maior clareza nas informações.

Inicialmente, o piso nacional do magistério tinha previsão de reajuste de 0,37%. No entanto, após reivindicações da categoria e atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, anunciou um reajuste de 5,4% por meio de medida provisória que ainda precisa ser regulamentada.

No Piauí, segundo o vice-presidente do SINTE-PI, Renato Bezerra, na reunião de dezembro a equipe do governo na MENP anunciou reajuste de 5,35% para todos os profissionais da educação, ativos e aposentados. Já na reunião de fevereiro de 2026, os secretários estaduais anunciaram para o magistério um reajuste de 5,4% e prometeram apresentar uma tabela salarial, em reunião prevista para 10 de maio, com diferenças percentuais entre os níveis e classes. Para os funcionários de escola, permaneceria o mesmo percentual da reunião anterior, de 5,35%.

“Mas é importante deixar claro que o SINTE-PI solicitou que as medidas aplicáveis ao magistério também alcancem os servidores técnicos administrativos, com o intuito de assegurar tratamento equitativo entre todos os profissionais da educação”, pontuou Renato Bezerra.

Desachatamento da carreira

Um dos principais pontos de reivindicação é o chamado desachatamento da tabela salarial, mecanismo que garante diferenciação entre classes e níveis da carreira.

De acordo com o sindicato, atualmente servidores administrativos mais antigos e recém-ingressos estariam recebendo praticamente o mesmo vencimento, o que descaracteriza a progressão funcional. A categoria afirma que o governo teria sinalizado, nas negociações anteriores, que em 2026 haveria a correção dessas distorções, tanto para professores, iniciada no reajuste de 2025 após a greve, quanto para os funcionários administrativos, que ainda permanecem com o achatamento funcional.

Os profissionais também cobram a apresentação de uma nova tabela salarial na próxima reunião da mesa permanente, com diferenças entre níveis e classes, visando o reequilíbrio da estrutura salarial.

Retroativo e falta de clareza

Outro ponto questionado é o pagamento retroativo referente ao mês de janeiro. A medida provisória federal estabelece que o reajuste deve ser aplicado desde janeiro, e alguns estados já anunciaram o pagamento retroativo.

Segundo o sindicato, o governo estadual ainda não deixou claro se o valor será pago retroativamente, o que tem gerado insegurança entre os servidores.

Blitz e mobilização

Diante do cenário, a categoria anunciou uma blitz da valorização para sexta-feira. O objetivo é esclarecer à sociedade, especialmente pais e comunidade escolar, que, segundo o sindicato, apenas o percentual divulgado não atende plenamente às reivindicações da categoria.

Além disso, os profissionais pedem a retomada imediata do diálogo na mesa de negociação e reforçam que a principal bandeira de luta continua sendo o cumprimento integral do que está sendo debatido nas mesas de negociação.

O sindicato informou que aguarda do Governo do Piauí esclarecimentos formais sobre os pontos considerados obscuros na divulgação oficial.

SEDUC-PI

A reportagem do Portal Atualize buscou esclarecimentos junto à Secretaria de Estado da Educação, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

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