
O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, elevou o tom contra a concessionária Águas de Teresina e afirmou que pode questionar judicialmente o contrato de concessão do saneamento básico na capital. A declaração foi feita após reunião no Palácio da Cidade com representantes da empresa, da Arces e da gestão municipal.
Segundo o prefeito, a Prefeitura tenta há cerca de um ano resolver impasses de forma administrativa, mas os acordos firmados não teriam sido cumpridos.
Entre os principais problemas apontados está a situação do esgotamento sanitário. Mendes afirmou que há registros de esgoto a céu aberto e citou pontos onde estaria ocorrendo despejo sem tratamento no Rio Parnaíba. O caso, segundo ele, será levado ao Ministério Público Federal.
O gestor também cobrou o pagamento de aproximadamente R$ 10 milhões em multas aplicadas pela Arces, apontou falhas no abastecimento de água, com vazamentos em algumas regiões e falta em outras, e criticou a existência de tubulações antigas de amianto na rede.
Outro ponto envolve a zona rural. A Prefeitura alega ter investido cerca de R$ 40 milhões em sistemas de abastecimento e agora busca ressarcimento, afirmando que não foi consultada sobre a transferência da operação.
Silvio Mendes também criticou a recomposição do asfalto após intervenções da empresa e citou aumento de buracos e problemas estruturais nas vias.
Apesar das críticas, o prefeito disse que não pretende suspender obras da concessionária para evitar disputas judiciais, mas garantiu que a fiscalização será reforçada.
Ele afirmou que a prioridade é resolver a situação administrativamente, mas não descartou recorrer à Justiça para garantir o cumprimento do contrato.







