
O shutdown na máquina pública dos Estados Unidos criou um “apagão” de dados que normalmente norteiam o humor dos investidores e ajudam a tentar prever o que vem pela frente.
Desde quarta-feira (1º), porém, apenas serviços essenciais estão em operação, e diversas informações que servem como base para a tomada de decisões de onde colocar o dinheiro não estão disponíveis.
“Este site não está sendo atualizado devido à suspensão dos serviços do governo federal. A última atualização do site foi em 01/10/2025. As atualizações do site serão retomadas quando o governo federal retomar as operações”, escreveu o DoL (Departamento do Trabalho), responsável pela publicação.
A paralisação também pode afetar a publicação de outros números fundamentais para medir o pulso da maior economia do mundo, como informações da inflação.
É o mesmo caso do BEA (Escritório de Análise Econômica) e do Escritório do Censo, este último que ainda acrescenta que “quaisquer perguntas enviadas pelo site www.sensus.gov não serão respondidas até que as verbas sejam aprovadas”.
“Qualquer coisa que você precise contatar o governo, se alguém não estiver no escritório ou estiver de licença, esse empréstimo pode ter um problema”, disse à CNN Internacional Justin Demola, presidente da Lenders One, uma aliança nacional de bancos hipotecários.
No auge da temporada de furacões nos EUA, o Programa Nacional de Seguro contra Inundações não consegue emitir novas apólices durante a paralisação, complementou Daniel Schwarcz, professor de direito de seguros na Universidade de Minnesota.
O CBO (Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos) alertou que o shutdown federal pode levar à dispensa temporária de cerca de 750 mil funcionários públicos por dia, com impacto diário de US$ 400 milhões sobre a folha de pagamentos – uma vez que após retomadas as operações esses trabalhadores deveriam ser compensados.
“Sem dados oficiais de emprego, tomaremos decisão de política monetária com as informações que temos atualmente”, afirmou o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, ressaltando que o Banco Central dos Estados Unidos está “operando às cegas”.
Prejuízo bilionário
A última vez que Washington travou foi no início do primeiro mandato de Donald Trump, quando o governo enfrentou um shutdown de 35 dias, que custou US$ 3 bilhões no crescimento da economia do país, o equivalente a 0,02% do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano.
Agora, o que a Casa Branca espera é uma perda semanal de US$ 15 bilhões enquanto a paralisação ocorrer.
Ainda assim, o problema é visto mais como uma disputa política entre democratas e republicanos. Não obstante, uma das primeiras providências tomadas pela gestão Trump foi congelar os fundos destinados a estados democratas.
Até então, Wall Street segue ignorando a situação e renovando recordes nos últimos pregões. A paralisação deixa, contudo, o investidor às cegas e vulnerável a qualquer surpresa.
Tirando serviços considerados emergenciais, uma série de agências federais estão paradas à espera da aprovação de um orçamento. É o caso dos principais departamentos de pesquisa dos EUA.
“Este site não está sendo atualizado devido à suspensão dos serviços do governo federal. A última atualização do site foi em 01/10/2025. As atualizações do site serão retomadas quando o governo federal retomar as operações”, escreveu o DoL (Departamento do Trabalho), responsável pela publicação do payroll, o principal relatório de mercado de trabalho dos EUA, que deveria ter sido publicado na sexta-feira (3).
Com informações de CNN Internacional e Reuters






