
Funcionários da Servfaz, empresa responsável por serviços terceirizados prestados à Prefeitura de Teresina e ao Governo do Estado, denunciaram o atraso no pagamento da primeira parcela do 13º salário. Segundo relatos, além da falta de repasse, a empresa não havia fornecido qualquer previsão ou justificativa sobre quando o pagamento seria efetuado.
Os trabalhadores também afirmam que o FGTS não está sendo depositado regularmente e relatam dificuldade em obter informações de supervisores e coordenadores, que não atendem ligações ou não fornecem esclarecimentos sobre os atrasos.
De acordo com os funcionários, outras empresas do setor já realizaram o depósito do 13º salário de seus colaboradores, enquanto os servidores da Servfaz seguem sem receber.
A primeira parcela deveria ter sido paga até o dia 28, conforme estabelecido pela legislação trabalhista. Até a manhã desta segunda-feira, os servidores aguardavam o repasse, sem comunicação oficial por parte da empresa.
Férias sem remuneração
Além do atraso no 13º salário, alguns funcionários relatam que estão iniciando o período de férias sem receber o pagamento antecipado previsto em lei. Sem esses valores, muitos dizem estar impossibilitados de cumprir compromissos financeiros e até mesmo de usufruir o período de descanso.
Posicionamento da Servfaz
A empresa encaminhou um direito de resposta reafirmando que o pagamento do 13º salário pode ser realizado até o dia 20 de dezembro, conforme a cláusula sétima da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria (CCT 2025/2025, registro MTE PI000053/2025). A cláusula prevê que o 13º pode ser pago em parcela única até 20 de dezembro ou em duas parcelas, conforme a Lei nº 4.749/65.
Com isso, a Servfaz reforça que está dentro do prazo previsto na CCT para efetuar o pagamento, embora os funcionários ainda aguardem o depósito da primeira parcela e relatem atrasos nos depósitos de FGTS.
Os trabalhadores afirmam que os atrasos têm causado prejuízos financeiros e impacto emocional às famílias que dependem exclusivamente da remuneração mensal, e seguem cobrando uma resposta concreta da empresa.






