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Senado instala CPI do Crime Organizado após onda de violência no Rio de Janeiro

Foto: Andressa Anholete

Diante da escalada de violência no Rio de Janeiro, marcada por operações policiais que resultaram em dezenas de mortes, o Senado Federal se prepara para instalar, na próxima terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A investigação terá como objetivo apurar a atuação do braço político de organizações criminosas no país, entre outros pontos centrais.

A criação da CPI foi solicitada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e já havia sido aprovada em junho, aguardando apenas a formalização da instalação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou a data e ressaltou a importância do tema. Em suas redes sociais, Alcolumbre afirmou que “é hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país.”

Foco da investigação

A comissão terá como missão investigar a estrutura, expansão e funcionamento do crime organizado, com atenção especial para milícias e facções que atuam fora dos presídios, controlando territórios e infiltrando-se em estruturas de poder.

Integração de forças

Especialistas em segurança pública destacam que o combate a redes criminosas complexas depende de estratégia unificada. A fragmentação de ações entre estados e União é apontada como um dos principais obstáculos. Nesse cenário, ganha destaque no Parlamento a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo federal ao Congresso.

A PEC propõe um regime de cooperação permanente entre forças estaduais e federais, incluindo Polícias Civis, Militares, Federal e Rodoviária Federal, com atuação coordenada e planejamento conjunto. A medida é considerada fundamental para enfraquecer a logística e o poder financeiro das organizações criminosas no país.

Estrutura e expectativa

A CPI terá duração de 120 dias, sendo composta por 11 titulares e 7 suplentes. Além de investigar o crime organizado, a comissão deve gerar pressão política e institucional para respostas mais efetivas, reforçando a importância da PEC da Segurança Pública.

A expectativa é que os trabalhos da CPI revelem as conexões que sustentam a expansão do crime, fornecendo subsídios para políticas públicas mais eficazes e fortalecendo o Estado Democrático de Direito.

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