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Senado dos EUA aprova divulgação de arquivos sobre Epstein e resolução segue para Trump

Congresso dos Estados Unidos

O Senado dos Estados Unidos aprovou, na noite de terça-feira (18), uma resolução que determina ao Departamento de Justiça a liberação de documentos não classificados relacionados ao empresário Jeffrey Epstein, acusado de operar uma rede de tráfico sexual de menores. O texto, que já havia recebido ampla aprovação na Câmara dos Representantes, segue agora para a assinatura do presidente Donald Trump.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a medida representa um passo essencial para garantir transparência no caso. “Assim que o projeto chegar à mesa do presidente, ele deve cumprir a lei e assegurar total abertura sobre os arquivos de Epstein. Que a verdade venha à tona”, declarou.

Mudança de postura na Casa Branca

A aprovação é considerada uma reviravolta, já que Trump havia se posicionado contra a publicação dos documentos. A mudança ocorreu após o Partido Democrata divulgar e-mails atribuídos a Epstein, indicando que o empresário afirmava ter conhecimento da própria rede de exploração sexual. Em uma das mensagens, ele menciona que Trump teria passado “horas” com uma das vítimas.

Diante da repercussão, o presidente orientou parlamentares republicanos a votarem a favor da divulgação, alegando “não ter nada a esconder”. Ele também ordenou que o Departamento de Justiça conduzisse uma investigação sobre possíveis vínculos entre Epstein e figuras do Partido Democrata, incluindo o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.

Após a aprovação da resolução pelo Congresso, Trump comentou em suas redes sociais que “não se importa” com a medida, afirmando apenas que deseja que sua base política mantenha o foco em “vitórias recentes”, citando iniciativas de política migratória e questões relacionadas às Forças Armadas.

Quem foi Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano e criminoso sexual condenado, com relações com figuras influentes da política, da economia e do entretenimento. Ele foi preso pela primeira vez em 2008, quando admitiu ter solicitado prostituição de uma menor.

Em 2019, foi detido novamente sob novas acusações de abuso e tráfico sexual de menores, envolvendo mais de 250 possíveis vítimas, segundo investigações da época. Um mês após sua segunda prisão, Epstein foi encontrado morto em sua cela, em agosto daquele ano, em circunstâncias oficialmente registradas como suicídio.

 

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