Senado aprova projeto que equipara misoginia ao racismo e aumenta penas para crimes de ódio contra mulheres

O Senado Federal do Brasil aprovou, nesta semana, um projeto de lei que inclui a misoginia, caracterizada como ódio, aversão ou desprezo contra mulheres, entre os crimes de preconceito e discriminação no país. A proposta segue para análise da Câmara dos Deputados do Brasil.

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O texto altera a legislação ao enquadrar a misoginia na mesma lógica da Lei do Racismo, considerada uma das mais rigorosas do ordenamento jurídico brasileiro. A medida prevê pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, para quem praticar, induzir ou incitar esse tipo de conduta.

A proposta foi aprovada por unanimidade, com 67 votos favoráveis, em um contexto de aumento dos casos de violência contra mulheres no Brasil.

A discussão ocorre em meio a dados preocupantes sobre feminicídio e agressões. Especialistas apontam que a violência de gênero não se limita a ataques físicos, mas também envolve ofensas, humilhações e discursos de ódio, inclusive em ambientes virtuais.

Atualmente, manifestações misóginas podem ser enquadradas como crimes contra a honra, com punições mais brandas. Com a nova proposta, essas condutas passam a ter tratamento mais rigoroso, semelhante ao de crimes de discriminação.

A mudança é considerada importante por reforçar a proteção às mulheres e por reconhecer a gravidade do ódio de gênero. A medida também pode incentivar denúncias e ampliar o respaldo às vítimas.

Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Se isso ocorrer e houver sanção, a nova regra passará a valer em todo o país.

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