
A terceira etapa da Operação Defeso do Caranguejo-uçá foi iniciada em parceria com a Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Civil do Piauí, abrangendo toda a extensão do litoral piauiense. Nos dois primeiros dias, quase 900 caranguejos-uçá foram apreendidos e devolvidos ao habitat natural, consolidando a maior apreensão já registrada no estado.
No primeiro dia da ação, foram recolhidos 60 indivíduos, enquanto no segundo dia o número ultrapassou 800 unidades, um volume equivalente ao consumo diário de aproximadamente três a nove restaurantes, dependendo do porte e movimento de cada estabelecimento.
Objetivo da operação
O principal objetivo da operação é coibir a captura, transporte e comercialização do caranguejo-uçá durante o período de defeso, fase crucial para a reprodução e manutenção do ciclo natural da espécie.
As apreensões ocorreram tanto em pontos de comercialização quanto em áreas de manguezal, onde a fiscalização foi intensificada.
Devolução ao habitat natural
De acordo com o auditor ambiental da Semarh, Eduardo Ganassoli, todos os animais foram devolvidos com critérios técnicos.
“Foram soltos aqui na área de mangue do litoral, em vários pontos diferentes, justamente para evitar sobrecarga em um único local e garantir a máxima dispersão possível. Nosso foco é assegurar que esses caranguejos completem o ciclo reprodutivo”, explicou.
Compromisso com a preservação ambiental
O secretário estadual de Meio Ambiente, Feliphe Araújo, destacou a importância da operação:
“Essa é uma ação histórica. Estamos falando de quase 900 vidas devolvidas ao mangue em pleno período de defeso. A fiscalização seguirá firme até o encerramento desta etapa. Proteger o caranguejo-uçá é proteger o equilíbrio ambiental, a atividade pesqueira sustentável e o futuro do nosso litoral.”
Penalidades e fiscalização contínua
Quem desrespeitar o defeso está sujeito a multas de até R$ 100 mil, acrescidas de R$ 20 por indivíduo apreendido, conforme a legislação ambiental vigente.
A Semarh reforça que a fiscalização continuará ao longo dos próximos dias, com monitoramento permanente e tolerância zero para crimes ambientais.
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