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Responsável por parque se entrega e nega ter liberado brinquedo que caiu e feriu crianças no PI

Estrutura do brinquedo cedeu durante festa junina em São João da Fronteira; vítimas foram socorridas e não correm risco de morte.

O proprietário do parque de diversões onde um brinquedo desabou e deixou crianças feridas em São João da Fronteira, no Norte do Piauí, se apresentou à polícia nesta terça-feira (17). Em depoimento, ele alegou que não autorizou o funcionamento do equipamento no dia do acidente, ocorrido no sábado (14), durante os festejos juninos da cidade.

Segundo o delegado Marcus Franklin, titular da Delegacia de Piracuruca, o homem compareceu à unidade acompanhado de um advogado e explicou que não havia se apresentado antes porque estava em viagem a outro município. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com o depoimento, o dono deixou os brinquedos instalados em São João da Fronteira enquanto viajava para fazer manutenção em outro equipamento do parque. Ele afirmou ter autorizado apenas a montagem do brinquedo conhecido como “espalha-brasa”, mas não o seu funcionamento, pois as cadeiras estavam enferrujadas e precisavam de pintura. O operador responsável pelo brinquedo também estaria ausente, acompanhando o proprietário na viagem.

Ainda segundo o relato, um dos funcionários que permaneceu na cidade teria decidido colocar o brinquedo para funcionar por conta própria. A estrutura cedeu durante o uso, provocando a queda das crianças.

Cinco vítimas — quatro crianças e uma adolescente — foram encaminhadas ao Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri, a cerca de 73 km de São João da Fronteira. Três já receberam alta, enquanto duas passaram por cirurgia e seguem sob observação.

Os três funcionários que estavam operando o parque no momento do acidente foram levados pela Polícia Militar até a Delegacia de Piripiri, onde prestaram depoimento. A investigação foi posteriormente assumida pela Delegacia de Piracuruca, responsável pela região.

A Polícia Civil aguarda o laudo pericial feito no sábado (14) sobre as condições do brinquedo. As vítimas também serão ouvidas, mas, segundo o delegado, a oitiva deve ocorrer após a recuperação total das crianças, conforme solicitação do advogado da família.

Em relação ao funcionamento do parque, o proprietário declarou que possuía uma autorização temporária emitida pela Prefeitura de São João da Fronteira.

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