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UFPI pede apoio da bancada federal e defende investimentos em energia limpa, tecnologia e infraestrutura

Foto: Jonas Carvalho

A reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Nadir Nogueira, participou de reunião com parlamentares federais, nesta segunda-feira (25), para apresentar as principais demandas da instituição. Entre os projetos prioritários, está a construção de uma usina fotovoltaica, com o objetivo de reduzir os altos custos da conta de energia elétrica da universidade.

De acordo com a reitora, a UFPI desembolsa, em média, R$ 1,2 milhão por mês apenas em energia elétrica. A expectativa é que, com a usina, parte significativa desse valor seja economizada, permitindo que os recursos atualmente destinados ao custeio sejam aplicados em investimentos estruturantes.

“Com a instalação da usina, poderemos transformar recursos de custeio em capital, fortalecendo nossa infraestrutura, seja em data center, em tecnologia da informação ou nos laboratórios de ensino, pesquisa e extensão. Isso permitirá ampliar a capacidade de prestação de serviços da universidade para o Estado do Piauí”, afirmou Nadir Nogueira.

Inovação e apoio à segurança pública

Durante o encontro, a reitora também destacou projetos já em andamento, especialmente em parceria com a Secretaria de Segurança Pública. Entre as iniciativas, estão ferramentas baseadas em inteligência artificial, como o BO Fácil, que permite o registro de boletins de ocorrência via WhatsApp, e os projetos Espia e Vigia, voltados para reconhecimento facial e leitura de placas de veículos.

Segundo Nadir, essas soluções tecnológicas, desenvolvidas por pesquisadores da UFPI, têm contribuído para a modernização da segurança pública no Piauí. A reitora ressaltou que, com mais investimentos, o escopo dessas ferramentas pode ser ampliado.

Orçamento e desafios

Apesar das iniciativas, a reitora chamou atenção para as limitações orçamentárias enfrentadas pelas universidades federais. Ela afirmou que o orçamento previsto para 2026 será praticamente o mesmo de 2025, sem correção adequada pela inflação, o que compromete a capacidade de expansão da instituição.

“Infelizmente, o orçamento de 2026 não terá uma correção real. Continuaremos com os mesmos valores, enquanto as demandas só aumentam. Um país em desenvolvimento exige que suas universidades acompanhem esse ritmo, especialmente diante de um ambiente cada vez mais tecnológico. Por isso, viemos dialogar com nossa bancada federal, para que possam contribuir com emendas individuais ou de bancada em projetos estruturantes”, declarou.

Expectativa de apoio

A reitora reforçou que a UFPI tem expertise em diversas áreas e pode colaborar diretamente com o desenvolvimento do estado. Ela citou como exemplo a aquisição de um acelerador linear para o Hospital Universitário (HU), utilizado no tratamento de câncer de mama, viabilizado por emenda de bancada.

“Estamos confiantes de que, assim como já ocorreu em outros momentos, teremos o apoio dos parlamentares. Brinquei até que precisamos de, no mínimo, R$ 2 milhões de cada um, para termos uma folga em 2026. Temos que ser criativos e buscar alternativas além do orçamento federal”, afirmou Nadir Nogueira.

A reunião terminou com a sinalização de apoio da bancada federal às demandas apresentadas pela universidade.

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