Quaest aponta alta na aprovação de Lula e redução da rejeição ao governo

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou crescimento e atingiu 46%, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (13) pelo instituto Quaest. O índice representa uma alta em relação ao mês anterior, quando o percentual era de 43%.

Ao mesmo tempo, a desaprovação do governo federal recuou para 49%, ante os 52% registrados na rodada anterior da pesquisa, indicando uma redução da resistência ao governo em parte do eleitorado.

O levantamento mostra que a melhora nos números do presidente foi puxada, principalmente, pelos chamados eleitores independentes, grupo formado por pessoas que não se identificam diretamente com campos políticos ligados ao lulismo ou ao bolsonarismo. Nesse segmento, houve crescimento da aprovação e redução da rejeição, sinalizando uma recuperação da imagem do governo entre eleitores considerados decisivos em disputas eleitorais.

Analistas avaliam que medidas recentes voltadas à economia, renegociação de dívidas, programas de crédito e ações direcionadas à população de baixa renda podem ter contribuído para uma percepção mais favorável do governo em determinados grupos sociais. Além disso, o cenário de desaceleração de tensões políticas e o foco em pautas econômicas também aparecem como fatores observados no comportamento do eleitorado.

Apesar do avanço, os números ainda mostram um país dividido em relação à avaliação do governo. A diferença apertada entre aprovação e desaprovação evidencia que o presidente segue enfrentando desafios para ampliar sua base de apoio, especialmente entre setores mais críticos da gestão federal.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistados em todo o país, e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O resultado ocorre em um momento estratégico para o Palácio do Planalto, diante das articulações políticas e do fortalecimento de narrativas visando o cenário eleitoral dos próximos anos. Embora ainda distante do período oficial de campanha, os índices de aprovação costumam servir como termômetro político e influenciar movimentações de aliados e opositores.

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA