
O programa Jovem Aprendiz, coordenado pela Ação Social Arquidiocesana (ASA), chegou aos 23 anos de atuação em Teresina. Criado para inserir adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho, o projeto já beneficiou cerca de 20 mil participantes ao longo de sua história.
Atualmente, 162 jovens fazem parte do programa em parceria com 41 empresas da capital. A seleção acontece principalmente por meio da rede socioassistencial, como CRAS e CREAS, que encaminham adolescentes acompanhados por serviços de convivência quando surgem vagas.
Primeiras experiências
Entre os beneficiados está Davi da Silva Carvalho, de 20 anos, funcionário da empresa Só Filtros. Ele está prestes a encerrar o contrato como aprendiz e conta que a vivência foi fundamental para sua formação profissional.
“Eu nunca tinha trabalhado antes. Aqui aprendi a me comportar no ambiente profissional, entendi meus direitos e cresci muito. Quero ser efetivado e também me preparar para o Enem, para no próximo ano iniciar uma graduação”, afirmou.

Mais que trabalho
Para a coordenadora Maria dos Milagres, o Jovem Aprendiz vai além da inserção no mercado. “Esse jovem que chega desacreditado ganha uma oportunidade de se desenvolver profissional e socialmente. E para as empresas, significa também cumprir sua responsabilidade social e contribuir para a prevenção da violência”, explicou.
O padre Tony Batista, que acompanha o projeto desde o início, destacou o caráter humano da iniciativa. “Não somos uma agência de emprego. Aqui os jovens têm acompanhamento psicológico, pedagógico e humano. O programa mostra que basta um empurrão para que eles descubram seu potencial e construam um futuro melhor”, disse.
Impacto social
Ao longo das mais de duas décadas, muitos aprendizes conquistaram espaço no mercado e seguiram carreiras de sucesso em diversas áreas, de médicos a empreendedores. Para a ASA, cada história representa uma vitória coletiva.
“O programa prova que vale a pena acreditar na juventude. Com a oportunidade certa, eles mostram toda a capacidade que têm”, completou Maria dos Milagres.
