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Paralisação geral da saúde mobiliza diversas categorias por melhorias e fim das indicações políticas

Categoria cobra valorização e fim da precarização na saúde pública.

Os profissionais da saúde do Piauí realizaram, nesta quarta-feira (30), uma paralisação geral em protesto contra a precarização do sistema público, os atrasos salariais e a falta de condições adequadas de trabalho. A decisão pela mobilização havia sido aprovada no último sábado (25), durante uma assembleia geral extraordinária que reuniu diversas categorias do setor.

O movimento, liderado pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), contou com a participação de representantes do Sindicato dos Odontologistas do Piauí (Soepi), do Sindicato dos Fisioterapeutas (Sinfito-PI), além de farmacêuticos e outros profissionais. A concentração principal ocorreu na Avenida Frei Serafim, em Teresina, com grande adesão das categorias.

Entre as principais reivindicações estão:

  • Remuneração digna e atualização dos vencimentos;
  • Pagamento integral do adicional de insalubridade;
  • Melhoria das condições de trabalho nas unidades de saúde;
  • Realização de concursos públicos;
  • Combate ao desvio de recursos públicos.

A presidente do Simepi, Lúcia Santos, afirmou que a paralisação é um ato de indignação diante do descaso com os profissionais e com a população usuária do sistema público. Segundo ela, a sobrecarga e os baixos salários têm tornado insustentável o exercício da profissão.

“Estamos nas ruas exigindo respeito. Queremos o fim das indicações políticas em cargos técnicos e a valorização dos profissionais por meio do concurso público. O dinheiro desviado da saúde tem custado vidas e comprometido a assistência à população”, destacou.

Durante a mobilização, também houve críticas à reforma administrativa e à crescente pejotização nas relações de trabalho, apontadas por representantes sindicais como parte de um processo de precarização das conquistas históricas da classe trabalhadora.

Os participantes ressaltaram que a paralisação não tem caráter apenas reivindicatório, mas também simbólico e social, chamando a atenção da sociedade e das autoridades para a situação crítica enfrentada pelo setor da saúde no estado.

O Simepi informou que o movimento deve continuar com novas ações e mobilizações nos próximos dias, até que as demandas apresentadas sejam discutidas com o governo estadual e os gestores municipais.

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