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Professores são pilares da transformação social, afirma presidente do Sinte-PI

Paulinha Almeida destaca o papel dos professores na transformação social.

No Dia Internacional da Mulher, a presidente do Sinte-PI, professora Paulinha Almeida, destacou a importância das professoras e professores na formação das novas gerações e na transformação da sociedade. Segundo ela, os profissionais da educação desempenham um papel essencial na construção de cidadãos críticos e conscientes.

“Os professores e professoras são pilares fundamentais para a evolução da sociedade. São profissionais que promovem diálogo, empatia e afeto, estimulando nos estudantes a reflexão sobre a realidade e o pensamento crítico. Eles acabam sendo mediadores na formação de cidadãos criativos, éticos e conscientes”, afirmou.

Desafios da profissão

De acordo com a sindicalista, os desafios enfrentados pela categoria são muitos e refletem as mudanças no mundo do trabalho, especialmente com o avanço das novas tecnologias.

“Hoje vivemos um mundo do trabalho muito diferente de quando nós éramos jovens. Um dos grandes desafios é a necessidade de formação e capacitação para lidar com as novas tecnologias. Além disso, há a questão da valorização profissional, que ainda é insuficiente”, disse.

Ela também criticou a forma como o piso salarial do magistério tem sido tratado pelos gestores públicos.

“O piso salarial profissional nacional deveria ser a base da carreira, mas muitos gestores o tratam como teto. O professor que está iniciando recebe esse valor, mas quem tem mais tempo de serviço e maior formação deveria ter uma remuneração maior, o que muitas vezes não acontece”, destacou.

Sinte-PI defende carreira estruturada e valorização docente.

Luta por valorização e melhores condições

Segundo Paulinha Almeida, o sindicato atua em defesa da valorização da categoria com base em três pilares principais: condições de trabalho, carreira e formação.

“A luta do Sinte-PI é pela valorização como um todo. Defendemos melhores condições de trabalho, uma carreira estruturada e formação inicial e continuada para professores e funcionários administrativos da educação. Também lutamos por respeito à nossa categoria”, pontuou.

Políticas públicas e desafios da educação

A presidente do sindicato reconhece avanços nas políticas públicas educacionais, como a criação do Piso Nacional do Magistério, instituído pela Lei nº 11.738, de 2008, e a implementação do Fundeb permanente, que financia a educação básica.

No entanto, ela avalia que esses avanços ainda não chegam de forma efetiva à realidade dos profissionais.

“Essas políticas públicas existem, mas, quando chegam aos professores e funcionários administrativos, já chegam de forma reduzida. Muitas vezes, não melhoram efetivamente a vida desses profissionais”, afirmou.

Jornada de trabalho e saúde dos professores

Outro ponto destacado foi o impacto da dupla ou até tripla jornada, principalmente entre as mulheres, que representam a maioria da categoria.

“Além do trabalho na escola, o professor leva atividades para casa, como correção de provas e preparação de aulas. No caso das mulheres, ainda há as responsabilidades com a casa e a família. Isso gera uma tripla jornada”, explicou.

Segundo ela, essa realidade tem provocado adoecimento entre os profissionais da educação.

“Hoje vemos muitos professores adoecendo, com síndrome de burnout, depressão e outros problemas relacionados à exaustão do trabalho”, alertou.

Críticas à escala de trabalho

Paulinha também criticou a adoção de sábados letivos pela rede estadual, que, segundo ela, acaba aproximando a categoria de uma escala de trabalho semelhante ao modelo 6×1.

“Enquanto o país discute o fim da escala 6×1, o governo acaba criando uma lógica semelhante para os profissionais da educação. Nós defendemos a escala 5×2, com sábado e domingo para descanso, lazer e convivência familiar”, ressaltou.

Mensagem aos professores

Ao final, a presidente do Sinte-PI deixou uma mensagem de valorização aos profissionais da educação.

“Todo trabalhador merece valorização, formação adequada, uma carreira estruturada e remuneração digna. Aqui no estado do Piauí ainda somos uma categoria muito desvalorizada. Precisamos avançar para garantir melhores condições de trabalho e reconhecimento aos profissionais da educação”, concluiu.

Foto: Letícia Santos

 

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