PUBLICIDADE

Procon recomenda suspensão da cobrança de faturas em 7 municípios por falta de abastecimento

Apesar da interrupção prolongada do serviço, a concessionária continua emitindo faturas com valores elevados, que chegam a R$ 200 ou R$ 300, o que gerou grande insatisfação entre os consumidores da região.

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/MPPI), por meio do seu coordenador-geral, promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro, expediu, na quinta-feira (23), uma recomendação à concessionária Águas do Piauí SPE S.A. para que suspenda imediatamente a cobrança das faturas de água em sete municípios do entorno da Serra da Capivara, no Sul do Piauí, em razão da ausência de prestação regular e contínua do serviço de abastecimento.

A medida foi tomada após diversas reclamações da população e relatos apresentados durante audiência extrajudicial pela vereadora Amanda Barbosa, de São Raimundo Nonato. Segundo ela, desde a segunda quinzena de julho de 2025, os municípios de Bonfim do Piauí, São Lourenço do Piauí, São Raimundo Nonato, Caracol, Dirceu Arcoverde, Dom Inocêncio e Coronel José Dias enfrentam falta de abastecimento regular, com o fornecimento de água sendo feito exclusivamente por caminhões-pipa custeados pelo Governo do Estado.

Apesar da interrupção prolongada do serviço, a concessionária continua emitindo faturas com valores elevados, que chegam a R$ 200 ou R$ 300, o que gerou grande insatisfação entre os consumidores da região.

Na recomendação, o Procon orienta que a Águas do Piauí suspenda imediatamente as cobranças nos municípios afetados enquanto o serviço não for restabelecido, e apresente formalmente informações sobre o cumprimento de decisões judiciais das Comarcas de São Raimundo Nonato e Caracol, que tratam do mesmo problema.

O documento também notifica a empresa a comparecer à audiência de conciliação, marcada para o dia 29 de outubro de 2025, ocasião em que deverá prestar esclarecimentos sobre as providências adotadas para resolver as interrupções prolongadas no fornecimento e os transtornos causados à população.

De acordo com o promotor Nivaldo Ribeiro, o Procon acompanha o caso de perto e poderá adotar medidas administrativas e judiciais caso a concessionária descumpra a recomendação.

“O consumidor não pode ser cobrado por um serviço que não está sendo prestado. A falta de abastecimento atinge diretamente o direito básico da população à dignidade e à saúde. É dever da concessionária agir com transparência e eficiência”, destacou o coordenador do Procon.

A Águas do Piauí, empresa do grupo Aegea, vem sendo alvo de inúmeras reclamações por todo o estado, especialmente em municípios do interior, onde o abastecimento de água tem sido irregular ou inexistente. As denúncias apontam ainda demora no atendimento aos consumidores e faturas incompatíveis com o consumo real.

O Procon/MPPI reforçou que continuará fiscalizando as ações da concessionária e que novas medidas poderão ser adotadas para garantir o respeito aos direitos dos consumidores piauienses.

canal121

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS