
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Paulina Almeida, alertou para a projeção de reajuste do Piso Nacional do Magistério em 2026, estimada em 0,37%, percentual definido a partir dos critérios atualmente previstos na Lei do Piso. A estimativa foi divulgada pela dirigente em publicações nas redes sociais.
Segundo entidades representativas da educação, o índice projetado é considerado insuficiente para promover a valorização profissional. Sindicatos e movimentos educacionais avaliam que o percentual não recompõe as perdas inflacionárias acumuladas e mantém a defasagem salarial enfrentada por professores da educação pública.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) afirma que o reajuste estimado não cobre a inflação e pode agravar a desvalorização da carreira docente. Para a entidade, a política de correção atual impacta a atratividade da profissão e a permanência de profissionais nas redes públicas de ensino, com possíveis reflexos na qualidade da educação básica.
Proposta alternativa em debate
Durante o Fórum do Piso, a Cnte apresentou uma proposta alternativa para o cálculo do reajuste do magistério. O modelo prevê a reposição integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), somada a 50% da média do valor aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos últimos cinco anos.
De acordo com a confederação, a proposta busca estabelecer um critério de correção que considere tanto a inflação quanto a evolução do financiamento da educação básica, oferecendo maior previsibilidade aos salários da categoria.
Governo estuda mudanças na metodologia
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou recentemente que o governo federal avalia mudanças na metodologia de cálculo do Piso Nacional do Magistério. Apesar da sinalização, ainda não há definição sobre novos critérios nem prazos para implementação.
Para a Cnte, eventuais alterações precisam assegurar ganho real aos profissionais da educação, evitando que a política de correção mantenha a defasagem salarial existente.
Mobilização no Piauí
No Piauí, o Sinte-Piauí informou que seguirá acompanhando o debate e mantendo mobilização em torno do tema. A entidade defende que avanços na valorização do magistério dependem de diálogo institucional e pressão social contínua.
O Piso Nacional do Magistério estabelece o valor mínimo a ser pago a professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais e serve como referência para estados e municípios.






