PUBLICIDADE

Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é ‘declaração de guerra’

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã | Reprodução

O governo iraniano reagiu com firmeza à morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei durante um ataque atribuído a uma ação conjunta dos Estados Unidos e de Israel. Em pronunciamento neste domingo (1º), o presidente Masoud Pezeshkian classificou o episódio como um ato de guerra e afirmou que os responsáveis serão cobrados.

Segundo o chefe do Executivo, a morte do líder religioso, que comandou o país por décadas, é vista por Teerã como um ataque direto à comunidade islâmica, com impacto especial sobre os xiitas. O presidente declarou que o país considera legítima qualquer resposta contra os autores e mandantes da ação.

A posição do Palácio Presidencial se soma ao tom adotado pela Guarda Revolucionária Islâmica, que prometeu retaliações contra alvos americanos e israelenses. Ainda neste domingo, foram registrados lançamentos de mísseis em direção a Israel e contra instalações militares dos Estados Unidos na região do Golfo, incluindo bases localizadas no Catar. Lideranças militares iranianas também mencionaram a possibilidade de ampliar as ações.

A morte de Khamenei foi confirmada pelo governo no sábado (28). Autoridades afirmam que o ataque atingiu áreas sensíveis da capital iraniana, próximas a estruturas ligadas ao líder supremo, que estaria em atividade no momento do impacto.

Em resposta à perda, o país decretou 40 dias de luto oficial e anunciou um comando provisório para conduzir a transição de liderança. O aiatolá Alireza Arafi foi designado para liderar interinamente o processo, ao lado de Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni-Ejei, enquanto é definido o próximo líder supremo.

A escalada ocorre em meio a negociações recentes entre Teerã e Washington sobre limites ao programa nuclear iraniano. O tema é alvo de pressão internacional há décadas. Um acordo firmado em 2015 previa restrições às atividades nucleares do Irã em troca de alívio de sanções, mas foi abandonado em 2018 pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde então, o Irã elevou o nível de enriquecimento de urânio, alegando fins civis. O governo de Joe Biden tentou retomar o diálogo posteriormente, mas sem avanços concretos.

Dias antes do ataque, representantes iranianos e norte-americanos haviam se reunido na Suíça para discutir um possível novo acordo. Pouco depois, Washington acusou Teerã de retomar ambições nucleares, o que antecedeu a ofensiva militar em parceria com Israel. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra alvos israelenses e atacou bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS