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Presidência da CPI: governo Lula emplacou nome por um voto de diferença

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a atuação do crime organizado e de facções definiu nesta terça-feira (4) os senadores Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente do colegiado, Alessandro Vieira (MDB-SE) na função de relator e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ocupando cargo de vice-presidente.

Instalada hoje, a comissão inicia trabalhos uma semana após megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

Antes do início da sessão, parlamentares se reuniram para buscar acordo sobre o comando da CPI, mas não chegaram a uma conclusão. A presidência estava sendo articulada por governistas e pela oposição.

Comissão Parlamentar de Inquérito foi instalada nesta terça (4) no Senado, uma semana após megaoperação policial no Rio de Janeiro

Inicialmente, opositores do governo planejavam lançar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da CPI. No entanto, chegaram nesta terça com o nome do senador Mourão, ex-vice-presidente da República no governo de Jair Bolsonaro (PL). O placar final terminou com seis votos para Contarato e cinco para o general da reserva.

A relatoria ficou com Alessandro Vieira, que articulou pedido para criação da comissão. A CPI, apesar de ter sido elaborada em junho, estava travada, aguardando a indicação de integrantes. Com a repercussão da megaoperação no Rio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou instalação do colegiado.

Como vai funcionar a CPI do Crime Organizado?

O objetivo principal é investigar a atuação de organizações criminosas no Brasil. Agora, a CPI terá um prazo de 120 dias para analisar o crescimento e o modus operandi de facções e milícias em todo o país. Em seguida, senadores devem propor medidas, como alterações na legislação, para fortalecer o combate ao crime.

Ao todo, 11 senadores integrarão o colegiado, que terá R$ 30 mil para financiar trabalhos de apuração. O início dos trabalhos da CPI ocorre em meio à disputa entre governo e oposição por protagonismo nas pautas relacionadas à segurança pública.

“Guerra do Brasil contra o crime”, diz Randolfe

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, se manifestou na comissão e disse que “tentaram politizar este debate”. “A CPI, que não é alinhada nem ao governo nem à oposição, ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta uma grave crise com o crime organizado”, falou.

A comissão vai investigar a atuação de facções, como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A primeiro, segundo o líder, atua em 24 das 27 unidades federativas, e a segunda, em 25.

A ação no Rio, parte da chamada operação Contenção, foi justificada pela necessidade de desarticular lideranças das organizações criminosas na região, sobretudo CV, maior facção do estado.

Randolfe considerou que o ocorrido foi “uma tragédia” e que situação na segurança pública brasileira é um “problema nacional” que “exige uma resposta também nacional”. “Por isso, a aprovação da PEC da Segurança Pública é crucial para coordenar as ações. Não é uma tarefa exclusiva de um município ou de um estado, mas de todos os brasileiros e do Estado brasileiro. É uma guerra, uma guerra do Brasil contra o crime”, acrescentou.

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