
A capoeira piauiense ganha um novo espaço de valorização da sua história. Nesta sexta-feira (10), às 19h, o Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe o lançamento do Portal Capoeira Teresina, uma plataforma digital que reúne mais de quatro décadas de registros sobre a prática na capital.
O projeto busca preservar e fortalecer a memória da capoeira, reconhecida recentemente como Patrimônio Cultural Imaterial do Piauí. O portal oferece um acervo inédito com fotografias, vídeos e documentos históricos que retratam batizados, encontros e eventos marcantes desde a década de 1980. Assim, o público pode acompanhar a evolução da arte-luta no estado.
Acervo histórico e cultural

Todo o material faz parte do acervo pessoal do Mestre Bobby, que soma mais de 46 anos dedicados à capoeira. Sua trajetória também inspirou pesquisas acadêmicas, incluindo o doutorado em História da Educação pela UFC e o pós-doutorado em História e Memória da Educação Brasileira pela UFPB, estudos que exploram as conexões entre capoeira, educação e identidade cultural.
“O portal surge para preservar a memória da capoeira em Teresina, valorizar seus protagonistas e mostrar como essa prática se desenvolveu até ser reconhecida como patrimônio. Queremos que as futuras gerações tenham acesso a esse legado e compreendam que a capoeira não é apenas luta e jogo, mas também educação, cultura e inclusão social”, afirmou o Mestre Bobby.
Reconhecimento e valorização

Segundo o idealizador, a criação do portal atende a um antigo desejo da comunidade capoeirista: ter um espaço de registros fidedignos sobre a trajetória da capoeira na cidade. A iniciativa ganha ainda mais relevância ao dialogar com o momento histórico de reconhecimento da prática como patrimônio imaterial no estado.
“Queremos que as novas gerações se reconheçam nessa história e continuem a tradição. O portal é um convite à preservação da nossa memória coletiva”, destacou o mestre.
Acesso digital e interatividade
Com uma interface moderna e acessível, o Portal Capoeira Teresina propõe um diálogo com o público contemporâneo, permitindo que pesquisadores, mestres e praticantes explorem o acervo de forma interativa.
O projeto foi contemplado por um edital da Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PI).






