
O Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Piauí (SINPOLJUSPI) voltou a denunciar as condições de trabalho na Colônia Agrícola Major César de Oliveira, em Altos. Segundo a entidade, a estrutura da unidade prisional apresenta risco à segurança dos servidores e permanece sem solução, mesmo após alertas e vistorias realizadas há quase três meses.
De acordo com o sindicato, a guarita principal da unidade foi interditada por risco de desabamento, após a constatação de fissuras, base comprometida e deterioração do concreto. A medida teria sido tomada pela própria Secretaria de Justiça (SEJUS) após inspeções técnicas. Entretanto, a categoria afirma que o local não recebeu reforma adequada e que, em substituição, foi instalada uma cabana improvisada para abrigar os policiais penais.
O SINPOLJUSPI afirma que a estrutura provisória não oferece condições mínimas de segurança e expõe os trabalhadores a altas temperaturas, especialmente durante o período do B-R-O-BRÓ, quando a sensação térmica ultrapassa os 45 graus no Piauí.
Trabalhadores expostos e risco à integridade física
Em vídeos divulgados pelo sindicato, é possível ver policiais penais exercendo suas funções em cabanas rasgadas e sem cobertura adequada. Outra situação relatada é a de servidores que atuam em postos sob árvores, na área externa da unidade, sem qualquer proteção contra o calor, poeira, insetos ou chuva.
Segundo o SINPOLJUSPI, as condições colocam em risco a saúde e a integridade física dos trabalhadores. “É uma situação degradante e perigosa para quem garante a segurança do sistema prisional”, afirmou a entidade em nota.
Reforma milionária e falta de estrutura
O sindicato questiona ainda o uso de R$ 18 milhões em obras de reforma e ampliação na Colônia Agrícola Major César, destacando que, mesmo após o investimento, os policiais penais continuam atuando em espaços improvisados.
A entidade também cita problemas semelhantes em outras unidades prisionais, como o Complexo Penitenciário de Altos, que, segundo o sindicato, enfrenta estrutura precária e falta de condições adequadas de trabalho.
Cobrança por providências
O SINPOLJUSPI cobra providências imediatas da Secretaria de Justiça e do Governo do Estado, solicitando reparos estruturais e medidas que garantam condições dignas e seguras de trabalho aos policiais penais.
“O policial penal não pode continuar sendo tratado como invisível. Segurança se faz com respeito, e não com improviso”, destacou o sindicato em nota oficial.
A Secretaria de Justiça do Estado (SEJUS) ainda não se manifestou sobre as denúncias.






