
A Polícia Militar do Maranhão apura a participação do soldado Michael Bruno Lopes Santos em um caso de agressão contra uma empregada doméstica grávida, de 19 anos, ocorrido em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. O agente se apresentou às autoridades nesta quinta-feira (7), depois que a Justiça determinou sua prisão preventiva.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a jovem denunciou ter sido vítima de agressões e torturas dentro da casa onde trabalhava. O nome do policial aparece entre os apontados pela vítima como envolvidos no caso. Durante depoimento, Michael Bruno negou qualquer agressão.
A empresária Carolina Sthela, investigada no mesmo inquérito, foi presa em Teresina no momento em que tentava deixar a região. O caso ganhou repercussão após as denúncias feitas pela vítima às autoridades maranhenses.
Em depoimento à Corregedoria da PM, o policial afirmou que conhece a empresária há aproximadamente seis anos. Ele relatou que, no dia anterior às agressões denunciadas, recebeu um pedido do marido dela para entregar documentos na residência do casal.
Michael Bruno declarou ainda que esteve no imóvel na manhã de 17 de abril, data citada pela vítima como o dia das agressões, mas afirmou que foi ao local apenas para deixar os papéis solicitados.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar informou que abriu procedimento administrativo para investigar a conduta do policial e esclarecer a possível participação dele no caso.
