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Estação agrometeorológica inaugura fase de dados mais precisos sobre o clima no Piauí

Foto: Semarh

O Governo do Piauí inaugurou a primeira de dez estações agrometeorológicas que serão implantadas para fortalecer o monitoramento climático no estado. A unidade inicial foi instalada no município de Arraial, localizado a 218 quilômetros de Teresina. A região, marcada por longos períodos de seca, foi escolhida por ser uma das áreas mais vulneráveis aos impactos da redução das chuvas.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e integra uma estratégia de resposta ao avanço da aridez no território piauiense. Estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que zonas classificadas como subúmidas estão migrando para condições semiáridas, sobretudo no sudeste do estado, onde já se observam sinais de seca extrema.

Segundo a Semarh, o novo sistema ampliará a capacidade do governo de acompanhar, em tempo real, variáveis essenciais para a formulação de políticas públicas. O secretário Feliphe Araújo destacou que os dados gerados pelas estações permitirão maior precisão no diagnóstico e na gestão de riscos climáticos, especialmente em áreas mais expostas à falta de água.

O climatologista Pedro Aderaldo, integrante da Sala de Monitoramento Climático da Semarh, afirmou que a instalação inaugura uma fase de maior detalhamento técnico na leitura das condições ambientais no Piauí. Ele ressaltou que o sudeste do estado é naturalmente mais seco e possui limitações geológicas para armazenamento de água, o que torna o acompanhamento climático ainda mais relevante.

As dez primeiras estações foram distribuídas em municípios da bacia do Rio Canindé: Arraial, Picos, Pio IX, Vera Mendes, Paes Landim, Canto do Buriti, São João do Piauí, São Raimundo Nonato, Lagoa do Barro do Piauí e Betânia do Piauí.

Os equipamentos realizam monitoramento completo, registrando indicadores como radiação, temperatura, vento, pressão atmosférica, umidade e temperatura do solo. A expectativa do governo é que a rede inicial reduza lacunas históricas de informação climática e ofereça suporte técnico à elaboração de políticas ambientais mais robustas e orientadas por evidências científicas.

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