
O Piauí ocupa a 22ª posição no ranking nacional de solvência fiscal, indicador que mede o quanto o estado deve em relação ao que arrecada de forma recorrente. Segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), o estado apresenta índice de 62,6%, ficando em situação intermediária no cenário brasileiro.
A solvência fiscal é considerada um dos principais termômetros da saúde financeira dos governos estaduais. O indicador mostra a relação entre a dívida e a arrecadação recorrente — sem considerar receitas extraordinárias. Quanto menor o percentual, melhor a capacidade do estado de manter suas contas sob controle. Já índices elevados indicam maior peso das dívidas sobre o orçamento e sinalizam risco fiscal.
Situação do Piauí
No caso do Piauí, o percentual de 62,6% indica que o estado ainda enfrenta desafios para reduzir o comprometimento da arrecadação com dívidas, mas se mantém distante das situações mais críticas do país.
Entre os estados do Nordeste, o desempenho piauiense aparece em nível intermediário. Maranhão (7º), Ceará (19º) e Bahia (20º) estão melhor posicionados, enquanto Alagoas (23º) e Rio Grande do Norte (21º) registram indicadores mais elevados de endividamento.
Destaques do ranking
No cenário nacional, os estados com melhor solvência fiscal são:
• Mato Grosso (1º), com índice negativo de -14,4%, indicando dívida muito baixa em relação à arrecadação;
• Espírito Santo (2º), com -9,7%;
• Amapá (3º), com -6,9%.
Na outra ponta, aparecem como mais endividados:
• Rio de Janeiro (27º), com 211,2%;
• Rio Grande do Sul (26º), com 184,4%;
• Minas Gerais (25º), com 162,6%.
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