
Comunidades do Piauí devem receber, nos próximos meses, uma nova etapa de formação voltada à atuação direta na promoção da saúde. O estado foi incluído no edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS), iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
A proposta prevê a criação de centenas de turmas em todo o país, priorizando territórios marcados por desigualdades sociais. No Piauí, a expectativa é ampliar o alcance de ações educativas em áreas onde o acesso a informações sobre prevenção e aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda é limitado.
A seleção das turmas será feita por meio de chamada pública aberta até 18 de janeiro, voltada a movimentos sociais populares. Cada turma contará com um educador responsável e até 20 participantes, moradores das próprias comunidades, que atuarão como multiplicadores de informação e cuidado em saúde.
O edital estabelece bolsas para os participantes da formação. Os educadores receberão auxílio mensal de R$ 2.500, enquanto os educandos terão direito a uma bolsa de R$ 560, destinada a despesas como transporte e alimentação durante o período do curso.
Segundo a coordenação do programa, a iniciativa aposta na valorização dos saberes populares e no fortalecimento da participação comunitária como estratégias para ampliar a presença do SUS nos territórios. A formação busca preparar lideranças locais para orientar a população sobre prevenção de doenças, acesso a direitos e organização social.
A distribuição das turmas leva em conta indicadores sociais, como concentração de pobreza e vulnerabilidade, o que coloca o Piauí entre os estados prioritários. A iniciativa dialoga com experiências de mobilização comunitária desenvolvidas durante a pandemia da Covid-19, quando agentes populares tiveram papel relevante na proteção de comunidades.
Lançado em 2023, o AgPopSUS tem como objetivo integrar conhecimento técnico e práticas tradicionais, fortalecendo o protagonismo popular na construção das políticas públicas de saúde. No Piauí, a expectativa é que a formação contribua para consolidar redes locais de cuidado e informação em saúde.






