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Pesquisa mostra aumento de brasileiros que querem Bolsonaro condenado e inelegível

No mesmo intervalo, caiu de 44% para 40% a fatia dos que julgam injusta a suspensão dos direitos políticos do ex-mandatário, ao passo que a proporção de indecisos diminuiu de 11% para 8%.

Um estudo abrangente revela que cresceu o número de brasileiros favoráveis à condenação e à inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos últimos 12 meses, período marcado pelo andamento do processo sobre a trama da tentativa de golpe de Estado transcorrida entre o final de 2022 e o começo de 2023. De acordo com os dados coletados, 52% dos entrevistados consideram justa a proibição de Bolsonaro disputar eleições até 2030, contra 45% que pensavam o mesmo na edição anterior da pesquisa.

O trabalho de campo envolveu 2.510 entrevistas presenciais realizadas em todas as regiões do país entre 17 e 26 de outubro. A iniciativa reúne cientistas de instituições como UFMG, Unicamp, UnB, Uerj e Enap, com apoio financeiro do CNPq e da Fapemig.
No mesmo intervalo, caiu de 44% para 40% a fatia dos que julgam injusta a suspensão dos direitos políticos do ex-mandatário, ao passo que a proporção de indecisos diminuiu de 11% para 8%. A extensão do período de inelegibilidade deve ocorrer em razão da recente decisão judicial que o enquadrou na trama golpista e nas regras da Lei da Ficha Limpa.

Quando indagados especificamente sobre o resultado do julgamento relacionado ao planejamento de golpe, 53% manifestaram oposição à anulação da sentença, enquanto 40% defenderam essa reversão. Quanto à proposta de anistia ao ex-presidente em debate no Congresso, 33% se mostraram favoráveis e 53% contrários.

Para Lúcio Renó, docente da UnB e integrante da equipe de pesquisa, os indicadores apontam um apoio majoritário à punição, mas também uma base de apoiadores que permanece convicta na tese de perseguição política.

O levantamento ainda expõe uma ligeira divisão na percepção sobre os atos de 8 de Janeiro. Embora 76% reprovem a invasão dos prédios dos Três Poderes, 40% avaliam as condenações como excessivas, 41% as consideram adequadas e 11% as classificam como brandas.

Revista Fórum

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