PUBLICIDADE

Pesquisa avalia tratamento mais curto para casos graves de hanseníase

Se resultados forem positivos, o tempo de tratamento poderá ser reduzido de 12 para 6 meses.

Uma pesquisa internacional com participação de um hospital universitário do Piauí está em andamento e pode trazer um avanço importante no tratamento da hanseníase na forma multibacilar, que é a mais grave e com maior potencial de transmissão. O estudo reúne equipes do Brasil e da Índia e avalia um novo medicamento que pode diminuir pela metade o tempo necessário de tratamento atualmente adotado para a doença.

No Piauí, os trabalhos são conduzidos por uma médica especialista em dermatologia. A proposta da pesquisa é comparar o novo protocolo com o esquema terapêutico tradicional, que dura cerca de um ano e utiliza a combinação de antibióticos. Caso os resultados sejam positivos, o tratamento poderá ser reduzido para seis meses, o que pode significar menos reações adversas, maior adesão dos pacientes e melhores condições de recuperação, com menor risco de sequelas.

A hanseníase é uma infecção crônica causada por uma bactéria que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Sem diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, a doença pode provocar perda de sensibilidade, deformidades e limitações permanentes. Mesmo com cura disponível e tratamento gratuito na rede pública de saúde, o Brasil ainda registra um número elevado de novos casos todos os anos, segundo dados de órgãos nacionais e internacionais da área da saúde.

Na forma multibacilar, o tratamento precisa ser mais prolongado devido à maior quantidade de bactérias no organismo e ao risco aumentado de transmissão. O tempo extenso de uso dos medicamentos é um dos principais motivos de abandono da terapia, o que favorece o surgimento de complicações e a continuidade da circulação da doença.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS