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Obesidade infantil cresce e já afeta um terço das crianças no Brasil

A obesidade infantil avança de forma preocupante no Brasil e já atinge uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos, segundo levantamento do Sistema Único de Saúde (SUS) realizado em 2025. A tendência confirma alertas de especialistas e reforça a urgência de políticas públicas para conter o aumento do excesso de peso entre jovens brasileiros.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país pode alcançar até o fim de 2025 cerca de 11,3 milhões de crianças obesas, caso medidas efetivas não sejam implementadas pelo Ministério da Saúde.

A professora de Nutrição Jackeline Pires de Souza explica que os números refletem a combinação entre alimentação inadequada e sedentarismo. “Os pais precisam manter acompanhamento pediátrico regular para que, ao identificar o problema, o profissional indique o tratamento correto, com apoio de um nutricionista”, orienta.

Ela detalha que o diagnóstico da obesidade é feito por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), calculado a partir da divisão do peso pelo quadrado da altura. “Considera-se obesa a criança com IMC acima do percentil 95 para o sexo e idade. O aumento da ingestão de produtos industrializados, doces, fast foods, salgadinhos e embutidos, somado ao sedentarismo, tem agravado o quadro”, afirma.

Para a especialista, o uso excessivo de telas também contribui para o afastamento das atividades físicas.

Dados da OMS apontam ainda que 47% dos brasileiros são sedentários, o que pode resultar, até 2030, em mais de 500 milhões de casos de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.

Para a especialista, o uso excessivo de telas também contribui para o afastamento das atividades físicas. “O tempo gasto com celular, computador e televisão reduz o movimento diário das crianças”, destaca.

Jackeline reforça o papel da família na prevenção. “Quando todos em casa mantêm uma rotina saudável e ativa, as crianças tendem a seguir o exemplo. É fundamental que os pais adotem uma alimentação equilibrada e pratiquem exercícios físicos”, conclui.

Os números do Nordeste, segundo o SUS e o ImpulsoGov, serão divulgados nas próximas semanas e devem confirmar a tendência nacional de crescimento da obesidade infantil.

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