O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, na manhã desta sexta-feira (14/11), para tornar o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu por sua atuação em favor das sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra as autoridades brasileiras. O filho do ex-presidente foi denunciado em setembro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação à Justiça.
Em março deste ano, o deputado Eduardo Bolsonaro anunciou que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos EUA. Disse que o afastamento do país seria para “se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”. Ele é suspeito de estar no país norte-americano para articular retaliações contra o Brasil.

“Apresentaram-se como patrocinadores dessas sanções, como seus articuladores e como as únicas pessoas capazes de desativá-las. Para a interrupção dos danos, objeto das ameaças, cobraram que não houvesse condenação criminal de Jair Bolsonaro na AP 2.668”, aponta o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Desde que foi para os EUA, o parlamentar passou a divulgar uma agenda de reuniões com integrantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump. Em julho, o republicano decidiu sobretaxar os produtos brasileiros e acusar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “caça às bruxas” contra seu antecessor Jair Bolsonaro. A Casa Branca também cancelou os vistos de ministros do Supremo e do PGR Paulo Gonet.
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